INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2020
Qual proteína é o mediador primário da adesão plaquetária?
Fator de Von Willebrand (vWF) = mediador primário da adesão plaquetária ao subendotélio vascular.
O fator de Von Willebrand (vWF) é uma glicoproteína essencial na hemostasia primária. Ele atua como uma ponte entre as glicoproteínas Ib (GPIb) na superfície das plaquetas e o colágeno exposto no subendotélio vascular danificado, permitindo a adesão inicial das plaquetas ao local da lesão.
A hemostasia é um processo fisiológico complexo que visa prevenir a perda excessiva de sangue após uma lesão vascular. Ela é dividida em hemostasia primária, que envolve plaquetas e o vaso sanguíneo, e hemostasia secundária, que se refere à cascata de coagulação. Para residentes, compreender os componentes e a fisiologia da hemostasia é fundamental. A adesão plaquetária é o primeiro passo da hemostasia primária, onde as plaquetas se ligam ao local da lesão vascular. O Fator de Von Willebrand (vWF) desempenha um papel central nesse processo. Ele é uma glicoproteína multimérica que atua como uma 'ponte' entre o colágeno exposto no subendotélio vascular danificado e as glicoproteínas Ib (GPIb) na membrana das plaquetas. A compreensão do papel do vWF é crucial não apenas para entender a fisiologia normal, mas também para diagnosticar e manejar distúrbios hemorrágicos, como a Doença de Von Willebrand. Este conhecimento é essencial para a prática clínica em diversas especialidades e é um tema recorrente em provas de residência.
O Fator de Von Willebrand (vWF) tem duas funções principais: mediar a adesão das plaquetas ao subendotélio vascular lesado e atuar como carreador e protetor do Fator VIII da coagulação no plasma.
O vWF se liga ao colágeno exposto no subendotélio vascular danificado e, simultaneamente, às glicoproteínas Ib (GPIb) na superfície das plaquetas, formando uma ponte que permite a adesão plaquetária inicial.
A deficiência do Fator de Von Willebrand causa a Doença de Von Willebrand, o distúrbio hemorrágico hereditário mais comum, caracterizado por sangramentos mucocutâneos (epistaxe, menorragia, sangramento gengival) e, em casos graves, sangramentos mais profundos.
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