HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2021
A chance de adquirir HIV em uma transfusão de fator VIII nos EUA é zero, pela seguinte justificativa:
Fator VIII recombinante = produção sintética → risco zero de HIV transfusional.
Atualmente, o Fator VIII utilizado no tratamento da hemofilia A é predominantemente produzido por tecnologia de DNA recombinante, ou seja, sinteticamente, sem a necessidade de plasma humano. Isso elimina completamente o risco de transmissão de patógenos transmitidos pelo sangue, como o HIV, associados a produtos derivados de plasma.
A hemofilia A é um distúrbio hemorrágico hereditário causado pela deficiência do Fator VIII de coagulação. Historicamente, o tratamento envolvia a reposição com produtos derivados de plasma humano, o que, nas décadas de 1970 e 1980, expôs muitos pacientes a infecções por vírus como HIV e hepatites, devido à falta de métodos eficazes de rastreio e inativação viral. Essa crise de saúde pública impulsionou a pesquisa por alternativas mais seguras. A revolução na segurança transfusional para hemofílicos ocorreu com o desenvolvimento do Fator VIII recombinante. Essa tecnologia permite a produção do Fator VIII em laboratório, utilizando células geneticamente modificadas para expressar a proteína humana, sem a necessidade de plasma sanguíneo humano. Isso significa que o produto final é completamente sintético e livre de qualquer componente de origem humana que possa veicular patógenos. Consequentemente, a chance de adquirir HIV ou outras infecções virais por meio de transfusões de Fator VIII recombinante é virtualmente zero. Embora os produtos derivados de plasma ainda existam e passem por rigorosos processos de inativação viral e rastreio de doadores, a opção recombinante oferece a máxima segurança, sendo a preferência para o tratamento da hemofilia A em muitos países, incluindo os EUA.
O Fator VIII recombinante é uma proteína de coagulação produzida por engenharia genética, utilizando células cultivadas em laboratório que expressam o gene humano do Fator VIII. Ele não é derivado de plasma humano, sendo uma alternativa sintética e segura.
Como o Fator VIII recombinante não é produzido a partir de plasma humano, ele não entra em contato com sangue de doadores, eliminando a possibilidade de contaminação por vírus transmitidos pelo sangue, como o HIV, hepatites e outros patógenos.
A principal vantagem é a segurança viral superior, com risco zero de transmissão de patógenos. Além disso, a disponibilidade é mais consistente, e há menor risco de reações alérgicas ou imunológicas relacionadas a proteínas plasmáticas humanas.
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