AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2022
Dentre as opções abaixo, qual é o maior fator de risco para o trabalho de parto pré-termo?
Maior fator de risco para parto pré-termo = história prévia de parto pré-termo.
A história de um parto pré-termo anterior é o fator de risco isolado mais forte para um novo parto prematuro, aumentando o risco em 2 a 4 vezes. Isso se deve a fatores genéticos, anatômicos ou condições subjacentes que podem predispor a partos prematuros recorrentes.
O trabalho de parto pré-termo (TPPT), definido como o início das contrações uterinas regulares com modificações cervicais antes de 37 semanas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal. A identificação dos fatores de risco é crucial para a estratificação e manejo adequado das gestantes. Dentre os diversos fatores de risco conhecidos, a história de um parto pré-termo anterior se destaca como o mais potente preditor de recorrência. Mulheres que já tiveram um parto pré-termo apresentam um risco significativamente elevado de ter outro, com taxas de recorrência que podem variar de 15% a 50%, dependendo do número de partos prematuros anteriores e da idade gestacional do parto prévio. Esse risco é maior do que o conferido por outros fatores como o encurtamento do colo uterino, vaginose bacteriana ou fibronectina fetal positiva, embora esses também sejam importantes e devam ser considerados. Para residentes, é fundamental valorizar a anamnese detalhada, especialmente a história obstétrica pregressa. A identificação de uma história de parto pré-termo deve levar a um plano de cuidado individualizado, que pode incluir monitoramento cervical seriado, uso de progesterona vaginal ou intramuscular, e em casos selecionados, cerclagem cervical, visando prolongar a gestação e melhorar os resultados neonatais.
A história prévia de um parto pré-termo é o fator de risco isolado mais importante, aumentando significativamente as chances de recorrência em gestações futuras.
Mulheres com história de parto pré-termo devem ter um acompanhamento pré-natal mais rigoroso, com monitoramento do colo uterino e, em alguns casos, intervenções como progesterona ou cerclagem.
Sim, vaginose bacteriana, encurtamento do colo uterino e fibronectina fetal positiva são fatores de risco, mas a história de parto pré-termo tem um peso preditivo maior.
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