SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2023
O câncer colorretal ocorre nas formas hereditárias, esporádicas ou familiar. As formas hereditárias têm sido amplamente descritas e caracterizam-se pelo histórico familiar, início da doença nos jovens e presença de outros tumores e defeitos específicos. A polipose adenomatosa familiar (PAF) e o câncer colorretal não poliposo hereditário (CCNPH) têm sido o objeto de inúmeras investigações recentes que proporcionaram hipóteses altamente significativas quanto à patogênese do câncer colorretal. Qual, dentre as alternativas abaixo, é o mais importante fator prognóstico para o câncer colorretal esporádico?
CCR esporádico: o número de linfonodos acometidos é o fator prognóstico mais importante.
O estadiamento patológico do câncer colorretal, especialmente o envolvimento linfonodal (N no sistema TNM), é o principal determinante do prognóstico e da necessidade de terapia adjuvante. A presença e o número de linfonodos positivos indicam maior risco de disseminação sistêmica.
O câncer colorretal (CCR) é uma das neoplasias mais comuns e letais globalmente, apresentando formas hereditárias, familiares e esporádicas. A compreensão dos fatores prognósticos é fundamental para guiar o tratamento e prever a evolução da doença. O estadiamento patológico pós-cirúrgico é a ferramenta mais importante para essa avaliação, sendo crucial para a tomada de decisões terapêuticas, como a indicação de quimioterapia adjuvante. A avaliação prognóstica do CCR baseia-se principalmente no sistema TNM (Tumor, Nódulo, Metástase). O fator 'N' (envolvimento linfonodal) é considerado o mais importante. A presença e o número de linfonodos regionais acometidos por células tumorais estão diretamente correlacionados com o risco de recorrência e a sobrevida global. Quanto maior o número de linfonodos positivos, pior o prognóstico. Outros fatores como a profundidade da invasão tumoral (T), a presença de metástases à distância (M), o grau de diferenciação histológica, invasão vascular ou perineural e a margem cirúrgica também são relevantes. No entanto, o status linfonodal permanece como o principal preditor independente de sobrevida, orientando a estratificação de risco e a necessidade de tratamentos complementares após a ressecção cirúrgica do tumor primário.
O número de linfonodos acometidos é o fator prognóstico mais importante, pois indica a extensão da doença e o risco de metástase à distância, influenciando diretamente a sobrevida e a decisão terapêutica.
O estadiamento TNM classifica o tumor primário (T), o envolvimento linfonodal (N) e a presença de metástases (M). O componente N, especificamente o número de linfonodos positivos, é crucial para determinar o prognóstico e a necessidade de quimioterapia adjuvante.
Outros fatores incluem a profundidade da invasão tumoral (T), a presença de metástases à distância (M), o grau de diferenciação histológica, invasão vascular/perineural e a presença de instabilidade de microssatélites.
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