HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2015
Qual das doenças trombofílicas abaixo é a causa mais comum de TVP nos pacientes a serem submetidos a cirurgia:
Fator V de Leiden = trombofilia hereditária mais comum em pacientes cirúrgicos com TVP.
O Fator V de Leiden é a trombofilia hereditária mais comum e representa um risco significativo para trombose venosa profunda (TVP), especialmente em pacientes submetidos a cirurgia. A mutação leva à resistência à proteína C ativada, resultando em um estado de hipercoagulabilidade.
O Fator V de Leiden é a trombofilia hereditária mais comum, caracterizada por uma mutação no gene do Fator V da coagulação. Essa mutação confere resistência à inativação pela proteína C ativada, um anticoagulante natural, resultando em um estado de hipercoagulabilidade. Sua prevalência na população caucasiana pode chegar a 5%, e é um fator de risco significativo para trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP). Em pacientes submetidos a cirurgia, o risco de TVP é intrinsecamente elevado devido a múltiplos fatores, como imobilidade prolongada, lesão endotelial, inflamação e alterações na hemostasia. A presença do Fator V de Leiden potencializa esse risco, tornando a profilaxia tromboprofilática ainda mais crítica. O reconhecimento dessa condição é fundamental para a estratificação de risco e a implementação de medidas preventivas adequadas. O diagnóstico é feito por testes genéticos ou funcionais que avaliam a resistência à proteína C ativada. O manejo em pacientes cirúrgicos com Fator V de Leiden envolve uma avaliação cuidadosa do risco-benefício da tromboprofilaxia, que pode incluir heparina de baixo peso molecular ou heparina não fracionada, além de medidas mecânicas. A identificação dessa trombofilia permite um planejamento cirúrgico mais seguro e a prevenção de complicações trombóticas graves.
O Fator V de Leiden é uma mutação genética que torna o Fator V da coagulação resistente à inativação pela proteína C ativada, prolongando sua atividade pró-coagulante e aumentando o risco de trombose.
Pacientes cirúrgicos já possuem um risco aumentado de TVP devido à imobilidade, lesão tecidual e inflamação. A presença do Fator V de Leiden adiciona um fator de hipercoagulabilidade significativo, elevando ainda mais esse risco.
Outras trombofilias incluem deficiências de proteína C, proteína S e antitrombina. Embora também aumentem o risco de trombose, são menos comuns que o Fator V de Leiden, que é a trombofilia hereditária mais prevalente.
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