CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2022
Com relação ao uso de fator ativador do plasminogênio tecidual, é correto afirmar:
tPA → Converte plasminogênio em plasmina → Lise de fibrina e degradação do sangue.
O tPA atua como um catalisador enzimático que transforma o plasminogênio em plasmina, uma enzima ativa capaz de degradar redes de fibrina e coágulos sanguíneos no espaço ocular.
O fator ativador do plasminogênio tecidual (tPA) revolucionou o manejo de complicações hemorrágicas e inflamatórias graves na oftalmologia. Sua capacidade de promover a fibrinólise localizada permite a resolução de obstruções que, de outra forma, exigiriam intervenções cirúrgicas invasivas. Na câmara anterior, é frequentemente utilizado em doses baixas (geralmente 10 a 25 microgramas). Além do uso intracameral, o tPA também encontra aplicação no espaço sub-retiniano para o deslocamento de hemorragias maculares sub-retinianas massivas, frequentemente associadas à DMRI exsudativa. O conhecimento preciso da cascata da coagulação e fibrinólise é fundamental para o residente de oftalmologia compreender a farmacodinâmica desta medicação.
O tPA (fator ativador do plasminogênio tecidual) é uma protease serina que catalisa a conversão do plasminogênio, um zimoênio inativo, em plasmina. A plasmina é a principal enzima responsável pela fibrinólise, agindo na quebra das ligações cruzadas da fibrina, o que resulta na dissolução de coágulos sanguíneos e membranas de fibrina inflamatória no interior do olho.
O uso intracameral de tPA é indicado principalmente para a dissolução de membranas de fibrina densas que não respondem ao tratamento corticoide (comuns em uveítes ou pós-operatórios complicados) e no manejo de hifemas traumáticos ou pós-cirúrgicos persistentes que ameaçam a pressão intraocular ou a transparência corneana (impregnação hemática).
Sim, o principal risco é o sangramento recorrente (re-sangramento), especialmente se administrado muito precocemente após um trauma ou cirurgia, antes que os vasos rompidos estejam devidamente selados. Outros riscos incluem toxicidade endotelial se doses excessivas forem utilizadas e hipotonia ocular transitória.
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