HC ICC - Hospital do Câncer - Instituto do Câncer do Ceará — Prova 2025
Com a evolução das medidas de segurança em automóveis e na engenharia de trânsito nas grandes cidades, é cada vez mais frequente a presença de paciente vítimas de trauma abdominal fechado que se apresentam hemodinamicamente estáveis. Em pacientes deste perfil cujo FAST apresente presença de líquido livre na cavidade abdominal. A próxima conduta é:
Trauma fechado + Estável + FAST(+) → TC de abdome (Padrão-ouro para diagnóstico).
A estabilidade hemodinâmica permite a realização de TC, que é superior ao FAST para identificar a origem do sangramento e graduar lesões viscerais, orientando o manejo não operatório.
O manejo do trauma abdominal fechado mudou drasticamente com a filosofia do 'Non-Operative Management' (NOM). Atualmente, cerca de 80% das lesões de baço e fígado em pacientes estáveis são tratadas sem cirurgia. O FAST é uma ferramenta de triagem rápida à beira-leito, excelente para o paciente instável. No entanto, sua sensibilidade para lesões específicas é limitada. A Tomografia Computadorizada multislice tornou-se o pilar do diagnóstico no trauma, permitindo uma abordagem seletiva e segura, reduzindo o número de laparotomias não terapêuticas.
Não. O FAST apenas detecta a presença de líquido livre (geralmente sangue) na cavidade abdominal. Se o paciente estiver hemodinamicamente estável, a conduta é realizar uma TC para identificar a lesão e decidir se o tratamento pode ser conservador.
A laparotomia imediata é indicada para pacientes com instabilidade hemodinâmica (choque refratário) e evidência de líquido livre no FAST ou Lavado Peritoneal Diagnóstico (LPD), ou em casos de peritonite franca.
A TC com contraste identifica com precisão a víscera lesionada, a gravidade da lesão (graus I a VI), a presença de 'blush' arterial (sangramento ativo) e lesões retroperitoneais, informações que o FAST não consegue fornecer.
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