Fases do Trabalho de Parto: Reconhecendo a Incoordenação Uterina

UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2023

Enunciado

Clinicamente, o estudo do parto analisa três fases principais. Marque a alternativa que apresenta a associação correta entre a fase do trabalho de parto e o fenômeno ou conduta descrito.

Alternativas

  1. A) Na chamada fase de expulsão, ocorre a formação do canal do parto, pelo apagamento do colo e dilatação da cérvice.
  2. B) Na assistência à fase de dilatação, a incoordenação uterina será caracterizada pela verificação na dinâmica uterina com contrações curtas e irregulares.
  3. C) A fase de secundamento tem seu início quando a dilatação está completa e se encerra com a saída do feto.
  4. D) Por ocasião da expulsão, a paciente deverá ser colocada na posição de Laborie-Duncan, que objetiva ampliar o estreito médio da bacia.

Pérola Clínica

Incoordenação uterina = contrações curtas, irregulares e ineficazes na fase de dilatação.

Resumo-Chave

A incoordenação uterina é uma distocia funcional do trabalho de parto, caracterizada por contrações uterinas irregulares em frequência, intensidade e duração, que não promovem a dilatação cervical ou a descida fetal de forma eficaz, prolongando a fase de dilatação.

Contexto Educacional

O trabalho de parto é um processo fisiológico complexo dividido em três fases principais, cada uma com características e fenômenos distintos. A primeira fase, a fase de dilatação, é a mais longa e é subdividida em fase latente (apagamento cervical e dilatação lenta até 3-4 cm) e fase ativa (dilatação mais rápida até 10 cm). É nesta fase que ocorre o apagamento do colo e a dilatação cervical, formando o canal do parto. A dinâmica uterina, ou seja, a frequência, intensidade e duração das contrações, é fundamental para a progressão do trabalho de parto. Distúrbios da dinâmica uterina, conhecidos como distocias funcionais, podem prolongar o parto. A incoordenação uterina é um tipo de distocia caracterizada por contrações uterinas irregulares, ineficazes e muitas vezes dolorosas, que não promovem a dilatação cervical de forma adequada. Isso difere da hipoatividade uterina, onde as contrações são regulares, mas de baixa intensidade ou frequência. O reconhecimento e manejo da incoordenação uterina são essenciais para a assistência ao parto. A conduta pode incluir medidas de suporte, reavaliação da progressão e, se necessário, intervenções como amniotomia ou uso de ocitocina para otimizar a contratilidade uterina. A fase de expulsão inicia-se com a dilatação completa e termina com a saída do feto, enquanto a fase de secundamento ocorre após a saída do feto, com a dequitação da placenta.

Perguntas Frequentes

Quais são as três fases principais do trabalho de parto?

As três fases principais do trabalho de parto são: 1) Fase de Dilatação (apagamento e dilatação do colo), 2) Fase de Expulsão (da dilatação completa à saída do feto) e 3) Fase de Secundamento (da saída do feto à dequitação da placenta).

Como a incoordenação uterina se manifesta na dinâmica uterina?

A incoordenação uterina se manifesta por contrações uterinas que são curtas, de baixa intensidade, irregulares em frequência e duração, e que não resultam em progressão efetiva do trabalho de parto, como dilatação cervical ou descida fetal.

Qual a importância de identificar a incoordenação uterina?

A identificação da incoordenação uterina é crucial para o manejo adequado do trabalho de parto, pois é uma causa comum de distocia funcional. O reconhecimento permite intervenções como amniotomia ou ocitocina para otimizar a dinâmica uterina e evitar um trabalho de parto prolongado.

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