HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2020
Não faz correspondência entre as fases de um estudo chamado ensaio clinico com uso de drogas e sua explicação
Fase I ensaio clínico = SEGURANÇA e toxicidade em voluntários sadios, NÃO eficácia.
A Fase I de um ensaio clínico foca primariamente na segurança, farmacocinética e farmacodinâmica da droga em um pequeno grupo de voluntários saudáveis, ou pacientes com a doença em questão se o risco for alto. A eficácia é avaliada em fases posteriores. A alternativa A está incorreta ao incluir 'eficácia' como foco principal da Fase I.
Os ensaios clínicos são estudos de pesquisa em humanos que testam a segurança e eficácia de novas intervenções médicas, como medicamentos, dispositivos ou procedimentos. Eles são divididos em fases sequenciais, cada uma com objetivos específicos, garantindo que as novas terapias sejam rigorosamente avaliadas antes de serem disponibilizadas ao público. A fisiopatologia e o mecanismo de ação da droga são investigados nas fases pré-clínicas e na Fase I. A Fase I envolve um pequeno número de voluntários (geralmente 20-100) e foca na segurança, dosagem e farmacocinética. A Fase II (centenas de pacientes) avalia a eficácia preliminar e continua a monitorar a segurança. A Fase III (milhares de pacientes) compara a nova intervenção com o tratamento padrão, confirmando a eficácia e segurança em larga escala. Após a aprovação regulatória, a droga entra na Fase IV, que é a vigilância pós-comercialização. Esta fase é vital para detectar efeitos adversos raros ou de longo prazo que podem não ter sido observados nas fases anteriores devido ao tamanho da amostra ou duração limitada. É importante que os profissionais de saúde compreendam essas fases para interpretar criticamente as evidências e participar da farmacovigilância.
O principal objetivo da Fase I é avaliar a segurança, tolerabilidade, farmacocinética e farmacodinâmica da nova droga em um pequeno grupo de voluntários, determinando a dose máxima tolerada e o perfil de efeitos adversos.
A Fase II avalia a eficácia e segurança em pequena escala em pacientes com a doença, enquanto a Fase III compara a nova droga com tratamentos existentes em larga escala, confirmando eficácia e monitorando efeitos adversos em uma população maior.
A Fase IV, ou farmacovigilância pós-comercialização, é crucial para monitorar efeitos adversos raros ou de longo prazo que não foram detectados nas fases anteriores, além de avaliar novas indicações e interações medicamentosas.
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