IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2017
A sexualidade diz respeito a um conjunto de características humanas que se traduz nas diferentes formas de expressar a energia vital, chamada por Freud de libido, que significa energia pela qual se manifesta a capacidade de ligar-se às pessoas, ao prazer/desprazer, aos desejos, às necessidades, à vida. Ao desenvolver a psicanálise, Freud teorizou sobre a sexualidade e suas manifestações desde a infância. Ele identificou que o desenvolvimento da sexualidade ocorre em fases, cujo conjunto irá refletir-se na formação da sexualidade do adulto. Sobre as fases do desenvolvimento da sexualidade, assinale a alternativa CORRETA.
Fase fálica (3-6 anos) = descoberta genitais, curiosidade sexual, complexo de Édipo/Electra.
A fase fálica, entre 3 e 6 anos, é marcada pela descoberta dos genitais como zona erógena e pelo surgimento da curiosidade sexual, além da formação dos complexos de Édipo e Electra, fundamentais para a identidade de gênero.
Sigmund Freud, o pai da psicanálise, propôs uma teoria revolucionária sobre o desenvolvimento da sexualidade humana, argumentando que a libido, ou energia sexual, se manifesta desde a infância através de diferentes zonas erógenas. Essas fases, se não resolvidas adequadamente, podem levar a fixações e influenciar a personalidade adulta. Compreender essas fases é fundamental para a psicologia e psiquiatria, oferecendo insights sobre o comportamento humano. As fases do desenvolvimento psicossexual incluem: a fase oral (0-18 meses), onde a boca é a principal fonte de prazer; a fase anal (18 meses-3 anos), focada no controle dos esfíncteres e na gratificação pela retenção/expulsão; a fase fálica (3-6 anos), caracterizada pela descoberta dos genitais e pelo surgimento dos complexos de Édipo e Electra. Após a fase fálica, segue-se o período de latência (6 anos-puberdade), onde a energia sexual é suprimida e redirecionada para atividades sociais e intelectuais. Finalmente, a fase genital (puberdade em diante) marca o amadurecimento da sexualidade, com o interesse voltado para relacionamentos sexuais maduros e a procriação. O conhecimento dessas fases é essencial para profissionais da saúde mental e para a compreensão do desenvolvimento infantil.
A fase oral, nos primeiros 18 meses de vida, tem a boca como principal zona erógena. O prazer é obtido através da sucção, alimentação e exploração oral do ambiente, sendo fundamental para a formação do vínculo.
A fase anal, entre 18 meses e 3 anos, foca no controle dos esfíncteres. O prazer está associado à retenção e expulsão das fezes, e é crucial para o desenvolvimento da autonomia, controle e formação da personalidade.
Na fase fálica (3-6 anos), a criança descobre os genitais como fonte de prazer e desenvolve o Complexo de Édipo (meninos) ou Electra (meninas), com atração pelo genitor do sexo oposto e rivalidade com o do mesmo sexo.
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