SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2020
Paciente sexo feminino, 22 anos de idade retorna ao consultório do cirurgião após 60 dias de procedimento cirúrgico abdominal. A mesma apresenta uma cicatrização hipertrófica da ferida operatória. Assinale a alternativa correta com relação a cicatrização de feridas. I. A cicatrização de feridas apresenta cinco fases - hemostasia, inflamação, migração epitelial, maturação e cicatriz. II. Hipóxia, infecção, desnutrição, diabetes e radiação ionizante são causas de alteração na cicatrização das feridas. III. O uso de curativos biológicos, bem como arcabouços, terapia de células tronco e terapia genética são alguns exemplos de engenharia de tecidos.
Cicatrização: hemostasia, inflamação, proliferação, remodelação. Fatores como hipóxia e infecção prejudicam.
A cicatrização de feridas é um processo dinâmico com fases bem definidas (hemostasia, inflamação, proliferação e remodelação). Diversos fatores sistêmicos e locais, como hipóxia, infecção, desnutrição e diabetes, podem comprometer significativamente este processo, levando a cicatrizações anormais como a hipertrófica.
A cicatrização de feridas é um processo biológico complexo e fundamental na prática médica, especialmente em cirurgia. Compreender suas fases e os fatores que a influenciam é crucial para o manejo adequado de pacientes e a prevenção de complicações. A cicatrização ocorre em fases sequenciais: hemostasia, inflamação, proliferação e remodelação, cada uma com eventos celulares e moleculares específicos que visam restaurar a integridade tecidual. Anormalidades nesse processo podem levar a cicatrizações patológicas, como as hipertróficas ou queloides. Fatores sistêmicos e locais desempenham um papel significativo na qualidade da cicatrização. Condições como hipóxia, infecção, desnutrição, diabetes mellitus e o uso de certos medicamentos (ex: corticosteroides) ou tratamentos (ex: radioterapia) podem comprometer a resposta cicatricial, prolongando o processo ou resultando em feridas crônicas. O reconhecimento e a correção desses fatores são essenciais para otimizar o resultado. A engenharia de tecidos representa uma área promissora na medicina regenerativa, oferecendo novas abordagens para o tratamento de feridas complexas e perdas teciduais. Técnicas como o uso de curativos biológicos, arcabouços biomateriais, terapia com células-tronco e terapia genética visam mimetizar ou acelerar os processos naturais de cicatrização, promovendo a regeneração tecidual funcional. Para residentes, o domínio desses conceitos é vital para a tomada de decisões clínicas e a aplicação de terapias avançadas.
As principais fases da cicatrização de feridas são hemostasia, inflamação, proliferação (incluindo epitelização, angiogênese e formação de tecido de granulação) e remodelação (maturação). Estas fases ocorrem de forma sequencial e sobreposta.
Diversos fatores podem prejudicar a cicatrização, incluindo hipóxia tecidual, infecção local, desnutrição (especialmente deficiência de proteínas e vitaminas), doenças sistêmicas como diabetes mellitus, uso de corticosteroides e exposição à radiação ionizante.
Engenharia de tecidos é um campo interdisciplinar que aplica princípios de engenharia e ciências da vida para desenvolver substitutos biológicos que restauram, mantêm ou melhoram a função tecidual. Exemplos incluem o uso de curativos biológicos, arcabouços para crescimento celular, terapia de células-tronco e terapia genética.
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