MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Um paciente de 52 anos, portador de diabetes mellitus tipo 2 controlado, apresenta uma ferida em fase de cicatrização na face lateral da perna direita, resultante de um trauma cortocontuso ocorrido há 10 dias. Durante a avaliação clínica, o médico observa que o leito da ferida está preenchido por um tecido de coloração vermelho-viva, de aspecto úmido e granular (semelhante a pequenas amoras), que apresenta sangramento fácil ao toque da gaze. Não há sinais de secreção purulenta ou odor fétido. Considerando a fisiologia da reparação tecidual, qual é o processo biológico predominante e o tipo celular protagonista na formação desse tecido específico?
O tecido de granulação saudável deve ser vermelho-vivo e brilhante. Se estiver pálido ou escuro, suspeite de má perfusão ou infecção local.
A cicatrização de feridas é um processo biológico complexo e dinâmico, essencial para a restauração da integridade tecidual após uma lesão. Este processo é classicamente dividido em fases sequenciais e sobrepostas: hemostasia, inflamação, proliferação e maturação. A compreensão dessas fases é fundamental para o manejo adequado de feridas, especialmente em pacientes com comorbidades como o diabetes mellitus, que pode comprometer a eficácia da reparação. A descrição da ferida na questão – "tecido de coloração vermelho-viva, de aspecto úmido e granular (semelhante a pequenas amoras), que apresenta sangramento fácil ao toque" – é um retrato clássico do tecido de granulação. Este tecido é a marca da fase de proliferação, que ocorre após a fase inflamatória. Durante a proliferação, há uma intensa atividade de angiogênese (formação de novos vasos sanguíneos a partir de células endoteliais) e proliferação de fibroblastos, que migram para o leito da ferida e começam a sintetizar e depositar colágeno e outros componentes da matriz extracelular. O tecido de granulação é vital para preencher o defeito tecidual e fornecer uma base vascularizada para a posterior epitelização. A sua aparência saudável indica um processo de cicatrização ativo e eficaz. Em pacientes diabéticos, mesmo com controle, a cicatrização pode ser comprometida devido a fatores como neuropatia, vasculopatia e disfunção celular, o que torna a avaliação cuidadosa do leito da ferida ainda mais crítica para identificar possíveis atrasos ou complicações.
Porque ele é rico em novos vasos sanguíneos (angiogênese) que ainda são muito finos, frágeis e não possuem uma estrutura de suporte completa, rompendo-se ao menor trauma mecânico.
No tecido de granulação predomina o colágeno tipo III (mais fino e desorganizado), enquanto na fase de maturação ele é substituído pelo colágeno tipo I, que é mais resistente e organizado.
Fatores de crescimento liberados por macrófagos e plaquetas, como o PDGF, TGF-beta e VEGF, que recrutam fibroblastos e estimulam a brotação de novos vasos.
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