SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Paciente, sexo masculino, 55 anos de idade, procura o ambulatório de cirurgia geral com queixa de ferida em perna direita há 4 meses após trauma contuso. O paciente relata que sofreu trauma contuso na região anterior da perna direita, que causou perda de pele. Nega dor ou outros sintomas no momento. Ao exame físico, bom estado geral; afebril; presença de ferida de cerca de 5x5cm na região ântero-lateral da perna direita, com perda da cobertura cutânea sem exposição óssea, sem sinais flogísticos, com leito avermelhado e algumas áreas esbranquiçadas, sem tecido necrótico. Diante desse caso clínico:Determine em qual fase da cicatrização esta ferida se encontra neste momento.
Ferida com leito avermelhado, áreas esbranquiçadas e sem sinais flogísticos após 4 meses → Fase Proliferativa.
A fase proliferativa é caracterizada pela formação de tecido de granulação (leito avermelhado), angiogênese, epitelização e contração da ferida. A ausência de sinais inflamatórios agudos e a presença de tecido viável indicam que a ferida está ativamente tentando se fechar, mas ainda não atingiu a fase de maturação.
A cicatrização de feridas é um processo biológico complexo e dinâmico, essencial para a restauração da integridade tecidual após uma lesão. Compreender suas fases é fundamental para o manejo adequado de pacientes em diversas especialidades médicas, especialmente na cirurgia geral e dermatologia. Este processo é dividido classicamente em fases inflamatória, proliferativa e de maturação, cada uma com características celulares e moleculares distintas. A fase proliferativa, que se segue à fase inflamatória, é crucial para o fechamento da ferida. Ela é caracterizada pela angiogênese (formação de novos vasos sanguíneos), formação de tecido de granulação (composto por fibroblastos, colágeno e vasos), epitelização (migração e proliferação de queratinócitos para cobrir a superfície da ferida) e contração da ferida (mediada por miofibroblastos). Clinicamente, uma ferida nesta fase apresenta um leito avermelhado, granular e úmido, sem sinais de infecção aguda ou necrose. O reconhecimento da fase em que uma ferida se encontra é vital para guiar as intervenções terapêuticas. Por exemplo, uma ferida na fase proliferativa se beneficia de um ambiente úmido e proteção, enquanto uma ferida na fase inflamatória pode necessitar de desbridamento ou controle de infecção. A falha em progredir adequadamente entre as fases pode levar a feridas crônicas, que representam um desafio significativo na prática clínica e um tópico frequente em provas de residência.
A fase proliferativa é marcada pela formação de tecido de granulação, angiogênese, epitelização e contração da ferida, resultando em um leito avermelhado e úmido.
A fase inflamatória apresenta sinais flogísticos (dor, calor, rubor, edema), enquanto a proliferativa, embora possa ter inflamação residual, é dominada pela formação de novo tecido e ausência de sinais agudos.
A fase proliferativa geralmente começa 3-5 dias após a lesão e pode durar de várias semanas a meses, dependendo da extensão e tipo da ferida.
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