Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2022
As feridas cirúrgicas são entidades de suma importância na prática médica, logo, quanto ao seu processo de cicatrização, é correto afirmar que
Fase inflamatória da cicatrização = predomínio de neutrófilos e macrófagos para limpeza e sinalização.
A fase inflamatória é a primeira resposta à lesão, caracterizada pela hemostasia e, em seguida, pela migração de neutrófilos para fagocitar detritos e bactérias, seguidos pelos macrófagos, que continuam a limpeza e liberam fatores de crescimento essenciais para as fases subsequentes de proliferação.
A cicatrização de feridas cirúrgicas é um processo biológico complexo e dinâmico, essencial para a restauração da integridade tecidual após uma lesão. Compreender suas fases e os eventos celulares envolvidos é fundamental para o manejo adequado das feridas e a prevenção de complicações. O processo de cicatrização é classicamente dividido em quatro fases sobrepostas: hemostasia, inflamação, proliferação e maturação. A fase inflamatória, que se inicia logo após a lesão, é caracterizada pela migração de células imunes para o local. Neutrófilos são as primeiras células a chegar, com a função principal de fagocitar bactérias e detritos. Posteriormente, macrófagos chegam, continuando a limpeza e liberando citocinas e fatores de crescimento que sinalizam o início da fase proliferativa. A fase proliferativa envolve angiogênese (formação de novos vasos sanguíneos), formação de tecido de granulação, epitelização e contração da ferida. A angiogênese é vital para fornecer oxigênio e nutrientes. A fase de maturação, a mais longa, é caracterizada pela remodelação do colágeno e aumento da força tênsil da cicatriz. Complicações como queloides, que se estendem além das margens da ferida e não regridem, representam uma resposta cicatricial patológica.
As quatro fases clássicas da cicatrização são: hemostasia, inflamação, proliferação (ou granulação) e maturação (ou remodelação).
Macrófagos são cruciais na fase inflamatória para fagocitar detritos e patógenos, e na fase proliferativa, liberam fatores de crescimento que estimulam a angiogênese, a proliferação de fibroblastos e a síntese de colágeno.
Queloides crescem além das margens originais da ferida e raramente regridem espontaneamente, enquanto cicatrizes hipertróficas permanecem dentro dos limites da lesão original e podem regredir com o tempo.
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