UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2022
A fase proliferativa da cicatrização de uma ferida, com predomínio entre o 4.º e 14.º dia, tem como protagonista central a população de fibroblastos presentes no local e sua produção de moléculas estimulada por vários fatores de crescimento. Considere as seguintes moléculas: 1. Colágeno Tipo III. 2. Colágeno Tipo I. 3. Fibronectina. 4. Glicosaminoglicanos. É/São produto(s) dos fibroblastos durante a fase proliferativa de cicatrização:
Fase proliferativa da cicatrização: fibroblastos produzem colágeno III, fibronectina e glicosaminoglicanos.
Durante a fase proliferativa da cicatrização, os fibroblastos são ativados e migram para a ferida, onde sintetizam componentes da matriz extracelular. Inicialmente, produzem colágeno tipo III, fibronectina e glicosaminoglicanos, que formam o tecido de granulação. O colágeno tipo I, mais resistente, predomina na fase de remodelação.
A cicatrização de feridas é um processo biológico complexo e dinâmico, essencial para a restauração da integridade tecidual após uma lesão. Compreender suas fases e os componentes celulares e moleculares envolvidos é fundamental para o manejo adequado de pacientes com feridas, desde pequenas abrasões até úlceras crônicas. O processo é classicamente dividido em fases inflamatória, proliferativa e de remodelação, cada uma com características e protagonistas específicos. A fase proliferativa, que geralmente ocorre entre o 4º e o 14º dia após a lesão, é caracterizada pela formação do tecido de granulação, angiogênese e epitelização. O protagonista central dessa fase são os fibroblastos, células que migram para a área da ferida e são estimuladas por diversos fatores de crescimento a sintetizar componentes da matriz extracelular. Entre as moléculas produzidas pelos fibroblastos nessa fase, destacam-se o colágeno tipo III (que é o primeiro a ser depositado, formando uma rede mais fina), a fibronectina (importante para a adesão celular e migração) e os glicosaminoglicanos (que contribuem para a hidratação e volume do tecido). Embora o colágeno tipo I seja o mais abundante no tecido cicatricial maduro e confira maior resistência, sua deposição predominante ocorre na fase de remodelação, quando o colágeno tipo III é gradualmente substituído. O conhecimento detalhado dessas moléculas e suas funções é crucial para entender a fisiopatologia das feridas e otimizar as estratégias terapêuticas, como o uso de curativos especiais e terapias adjuvantes. Residentes devem dominar esses conceitos para uma abordagem eficaz no cuidado de feridas.
A cicatrização de feridas é dividida em três fases principais: inflamatória (hemostasia e inflamação), proliferativa (formação de tecido de granulação e epitelização) e de remodelação (maturação do colágeno e contração da ferida).
Os fibroblastos são os protagonistas da fase proliferativa, migrando para a ferida e sintetizando componentes da matriz extracelular, como colágeno tipo III, fibronectina e glicosaminoglicanos, que formam o tecido de granulação.
O colágeno tipo III é o primeiro a ser depositado na fase proliferativa, sendo mais fino e menos organizado. Posteriormente, na fase de remodelação, ele é gradualmente substituído pelo colágeno tipo I, que é mais resistente e confere maior força tênsil à ferida.
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