INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2021
Os tipos de células predominantes na fase inflamatória da cicatrização e a causa mais comum de retardo do tempo desta cicatrização são, respectivamente:
Fase inflamatória cicatrização = neutrófilos e macrófagos; Causa mais comum de retardo = infecção.
A fase inflamatória da cicatrização é caracterizada pela chegada de neutrófilos, que realizam a limpeza inicial da ferida, seguidos pelos macrófagos, que fagocitam detritos e células mortas, além de secretar fatores de crescimento. A infecção é a causa mais comum e significativa de retardo na cicatrização, pois prolonga a fase inflamatória, aumenta a degradação tecidual e impede a progressão para as fases proliferativa e de remodelação.
A cicatrização de feridas é um processo biológico complexo e dinâmico, dividido em fases sobrepostas: inflamatória, proliferativa e de remodelação. A fase inflamatória é a primeira resposta do corpo à lesão, essencial para a limpeza da ferida e preparação para o reparo. Compreender as células e os fatores que atuam nessa fase é crucial para o manejo adequado das feridas e a prevenção de complicações. Na fase inflamatória, ocorre inicialmente a hemostasia, seguida pela migração de células inflamatórias. Os neutrófilos são as primeiras células a chegar, em grande número, para combater infecções e remover detritos. Posteriormente, os macrófagos assumem um papel central, não apenas na fagocitose, mas também na modulação da resposta inflamatória e na secreção de fatores de crescimento que sinalizam o início da fase proliferativa. O retardo da cicatrização pode ocorrer por diversos fatores, sendo a infecção o mais comum e deletério. A infecção na ferida prolonga a fase inflamatória, resultando em um ciclo vicioso de inflamação e degradação tecidual, impedindo a formação de tecido de granulação saudável e a epitelização. O manejo de feridas crônicas ou infectadas exige a identificação e controle da infecção, desbridamento de tecido necrótico e otimização das condições sistêmicas do paciente. Outros fatores como diabetes, desnutrição e uso de medicamentos imunossupressores também contribuem para o retardo, mas a infecção é frequentemente o gatilho mais imediato e tratável.
Os neutrófilos são as primeiras células a chegar, fagocitando bactérias e detritos celulares. Os macrófagos chegam posteriormente, continuam a fagocitose, mas também secretam citocinas e fatores de crescimento que são cruciais para a transição para a fase proliferativa, estimulando a angiogênese e a produção de colágeno.
A infecção prolonga a fase inflamatória, pois os microrganismos e seus produtos estimulam uma resposta inflamatória contínua. Isso leva à liberação excessiva de enzimas proteolíticas que degradam a matriz extracelular e os fatores de crescimento, impedindo a formação de tecido de granulação e a epitelização.
Além da infecção, outras condições incluem diabetes mellitus (devido à microangiopatia e neuropatia), desnutrição (deficiência de proteínas, vitaminas e minerais), idade avançada, uso de corticosteroides, doenças vasculares periféricas, radiação e corpos estranhos na ferida.
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