PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2023
Paciente, 20 anos de idade, sexo feminino, sofreu ferimento cortante em mão direita com uma faca, há uma hora. Nega outros traumas. Ao exame físico, bom estado geral, corada, FC: 78bpm, PA: 118x72mmHg, FR: 16imp; apresenta ferimento cortante em palma da mão direita, medindo cerca de 2cm, linear e sem sangramento ativo.Sobre a fase proliferativa da cicatrização, pode-se afirmar que
Fase Proliferativa → TGF-β estimula fibroblastos (fibroplasia) + Angiogênese + Epitelização.
A fase proliferativa foca na reconstrução do tecido e restauração da barreira cutânea; o TGF-beta é o principal orquestrador da síntese de colágeno pelos fibroblastos.
A cicatrização é um processo dinâmico dividido em fases sobrepostas: hemostasia, inflamação, proliferação e remodelamento. Na fase proliferativa, o objetivo é o fechamento da ferida e a restauração da integridade estrutural. O TGF-beta destaca-se como o potente estimulante da fibroplasia, promovendo a síntese de colágeno e componentes da matriz extracelular. O entendimento dessas citocinas é vital para o manejo de feridas complexas e prevenção de cicatrizes patológicas como queloides.
O Fator de Crescimento Transformador Beta (TGF-β) é uma das citocinas mais críticas na cicatrização. Ele atua estimulando a quimiotaxia de fibroblastos e a produção de matriz extracelular, especialmente colágeno. Além disso, inibe a degradação da matriz pelas metaloproteinases, favorecendo a fibroplasia e a formação do tecido de granulação durante a fase proliferativa.
A fase proliferativa, que ocorre geralmente do 3º ao 14º dia, é caracterizada por quatro processos principais: fibroplasia (produção de colágeno por fibroblastos), angiogênese (formação de novos vasos sanguíneos), formação de tecido de granulação e reepitelização (migração de queratinócitos para fechar a ferida).
Embora surjam na fase inflamatória, os macrófagos são os maestros da transição para a fase proliferativa. Eles liberam diversos fatores de crescimento (como PDGF, VEGF e TGF-β) que recrutam fibroblastos e estimulam a angiogênese. Sem a transição fenotípica dos macrófagos do tipo M1 para M2, a cicatrização torna-se crônica.
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