UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2019
Na fase paroxistica da coqueluche típica na criança, em geral, os achados considerados mais frequentes, são:
Coqueluche (fase paroxística): tosse intensa com guincho, sem febre, leucocitose com linfocitose.
A fase paroxística da coqueluche é marcada por crises de tosse intensas e repetitivas, frequentemente seguidas de guincho inspiratório e vômitos. Diferente de muitas infecções bacterianas, a febre é geralmente ausente ou mínima, mas há uma leucocitose intensa com linfocitose, que é um achado laboratorial característico.
A coqueluche, causada pela bactéria Bordetella pertussis, é uma doença respiratória altamente contagiosa, especialmente grave em lactentes e crianças pequenas. A doença evolui em três fases: catarral, paroxística e de convalescença. A fase paroxística é a mais característica e a que gera maior morbidade. Nesta fase, que pode durar de 1 a 6 semanas, os pacientes apresentam acessos de tosse paroxística, que são crises de tosse rápidas e consecutivas, seguidas por um guincho inspiratório característico (o "guincho" da coqueluche) e, frequentemente, vômitos pós-tosse. Um achado laboratorial marcante é a leucocitose intensa com linfocitose, que pode ser muito elevada. É crucial notar que, ao contrário de muitas infecções bacterianas, a febre é geralmente ausente ou mínima durante a fase paroxística. O reconhecimento desses achados é vital para o diagnóstico precoce e manejo adequado, especialmente em crianças, onde a coqueluche pode levar a complicações graves como pneumonia, convulsões e encefalopatia. A vacinação é a principal medida preventiva.
A tosse na fase paroxística é caracterizada por acessos violentos e incontroláveis, que podem ser seguidos por um guincho inspiratório (estridor) e, frequentemente, vômitos pós-tosse, exaustão e cianose.
A leucocitose com linfocitose é um achado hematológico clássico da coqueluche, causada pela toxina pertussis que impede a migração de linfócitos para os tecidos linfoides, resultando em seu acúmulo na circulação.
Não, a febre é geralmente ausente ou mínima na fase paroxística da coqueluche, o que a diferencia de muitas outras infecções respiratórias bacterianas e pode ser um fator de confusão diagnóstica.
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