UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
Primigesta de 28 anos, com gestação de 39 semanas de feto único (risco habitual), procurou o Centro Obstétrico por terem iniciado as contrações há 4 horas. À admissão, negou perda líquida ou sangramento e referiu boa movimentação fetal. Ao exame, foram constatados sinais vitais estáveis. O exame obstétrico revelou altura uterina de 35 cm, 2 contrações irregulares a cada 10 minutos com duração de 20 segundos, batimentos cardiofetais de 140 bpm com acelerações transitórias e colo uterino de espessura média, 80% apagado e com dilatação de 2 cm. Diante desse quadro, pode-se afirmar que a paciente.
Primigesta com dilatação < 6cm e contrações irregulares = Fase latente do trabalho de parto.
A paciente apresenta dilatação cervical de 2 cm e contrações uterinas irregulares, o que caracteriza a fase latente do trabalho de parto. O primeiro período do parto abrange tanto a fase latente quanto a fase ativa, sendo a fase ativa definida por dilatação cervical de 6 cm ou mais em pacientes com contrações regulares.
O trabalho de parto é um processo fisiológico que culmina no nascimento do bebê. É dividido em quatro períodos, sendo o primeiro período o mais longo, caracterizado pela dilatação e apagamento do colo uterino. Este período, por sua vez, é subdividido em fase latente e fase ativa, com critérios diagnósticos bem definidos que são cruciais para o manejo adequado. A fase latente do trabalho de parto é um estágio inicial e muitas vezes prolongado, onde a dilatação cervical é lenta (0 a 5 cm) e as contrações podem ser irregulares. A fase ativa, por outro lado, é marcada por uma dilatação mais rápida (a partir de 6 cm) e contrações regulares e eficazes. O reconhecimento correto dessas fases é fundamental para evitar intervenções desnecessárias ou tardias, garantindo a segurança materno-fetal. O manejo da fase latente geralmente envolve medidas de conforto e observação, enquanto a fase ativa pode requerer intervenções como amniotomia ou ocitocina, se houver falha de progressão. A avaliação contínua do bem-estar fetal e da progressão do parto é essencial para identificar complicações e garantir um desfecho favorável para mãe e bebê.
O trabalho de parto é diagnosticado pela presença de contrações uterinas regulares e progressivas, associadas a modificações cervicais (apagamento e dilatação).
A fase latente é caracterizada por dilatação cervical de 0 a 5 cm, com contrações irregulares. A fase ativa inicia-se a partir de 6 cm de dilatação, com contrações regulares e progressão cervical.
A ocitocina é indicada para indução ou condução do trabalho de parto em casos de falha de progressão na fase ativa, após avaliação do bem-estar fetal e condições cervicais.
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