UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2015
Primigesta de 39 semanas e seis dias, procura o serviço de obstetrícia com queixa de dor em baixo-ventre há duas horas. Nega perda de líquido e sangramento por via vaginal. Ao exame físico: pressão arterial de 120/80 mmHg; altura uterina de 35 cm; toque vaginal: colo dilatado 1,5 cm, esvaecido 30%, centralizado; dinâmica uterina: uma contração de 25 segundos em dez minutos. Batimento cardiofetal: 125 bpm. Nesse caso,
Primigesta com dilatação < 5 cm e contrações irregulares está na fase latente do trabalho de parto → conduta expectante, não internar.
A fase latente do trabalho de parto é caracterizada por dilatação cervical de 0 a 5 cm, esvaecimento variável e contrações uterinas irregulares. A conduta é expectante, orientando a paciente a retornar quando as contrações se tornarem mais intensas e regulares ou houver perda de líquido/sangue.
O trabalho de parto é dividido em fases, sendo a fase latente a primeira delas. Caracteriza-se por dilatação cervical de 0 a 5 cm, com esvaecimento variável e contrações uterinas irregulares. A importância clínica de reconhecer essa fase reside na conduta adequada, que é expectante, orientando a paciente a retornar ao serviço de obstetrícia quando as contrações se tornarem mais intensas, regulares e dolorosas, ou em caso de perda de líquido amniótico ou sangramento vaginal. A internação precoce na fase latente pode levar a intervenções desnecessárias e aumento das taxas de cesariana. A fisiopatologia envolve o início das contrações uterinas que promovem o esvaecimento e a dilatação inicial do colo. O diagnóstico é feito pelo toque vaginal, avaliando a dilatação, esvaecimento e posição do colo, em conjunto com a avaliação da dinâmica uterina. É crucial diferenciar a fase latente dos pródromos do trabalho de parto (contrações de Braxton Hicks sem alterações cervicais) e da fase ativa, que se inicia a partir de 5 cm de dilatação com contrações efetivas. O tratamento na fase latente é o manejo expectante, com analgesia, hidratação e repouso, se necessário. O prognóstico é geralmente bom, com a maioria das pacientes evoluindo para a fase ativa. Pontos de atenção incluem a monitorização de sinais de alerta (sangramento, febre, diminuição de movimentos fetais) e a reavaliação periódica para identificar a progressão para a fase ativa ou a necessidade de intervenção em casos de distocia funcional.
A fase latente do trabalho de parto é definida por dilatação cervical de 0 a 5 cm, com esvaecimento variável e contrações uterinas irregulares em frequência, intensidade e duração, que podem ou não causar desconforto significativo.
Uma primigesta deve ser internada quando entra na fase ativa do trabalho de parto, geralmente definida por dilatação cervical de 5 cm ou mais, com contrações uterinas regulares, eficazes e progressivas, ou em caso de ruptura de membranas ou sangramento vaginal.
A principal diferença reside na dilatação cervical e na efetividade das contrações. A fase latente vai de 0 a 5 cm de dilatação com contrações irregulares, enquanto a fase ativa começa a partir de 5 cm de dilatação com contrações regulares, intensas e progressivas, levando à dilatação completa.
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