INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Uma mulher com 26 anos, primigesta, na 40ª semana procura o pronto atendimento do hospital com queixa de contrações. Não tem comorbidades e o acompanhamento pré-natal ocorreu sem particularidades. Ao ser examinada, encontra-se em bom estado geral, contactuante, corada, hidratada e afebril. O exame físico geral não apresenta anormalidades.Ao exame obstétrico, verificam-se: altura uterina: 34 centímetros; dinâmica uterina: 2 contrações de 25 segundos, com dor moderada em 10 minutos; batimentos cardíacos fetais: 124/140/128 bpm (antes/durante e após a contração, respectivamente); toque vaginal: colo médio, 2 centímetros de dilatação, cefálico, plano - 3 (menos 3) de DeLee, bolsa Íntegra.A gestante refere estar tranquila e confiante, mora perto do hospital e tem meio de transporte próprio. Diz que, se for possível e seguro, gostaria de ir para casa, mas pede informações de métodos e formas de lidar com a dor.Com base no quadro clínico descrito, faça o que se pede nos itens a seguir.a) Essa parturiente está na fase ativa do trabalho de parto? Justifique sua resposta (valor: 4,0 pontos)b) É indicada a internação para essa paciente? Justifique sua resposta. (valor: 2,5 pontos)c) Cite três métodos não farmacológicos de alívio da dor que a paciente pode utilizar. Observação: só serão considerados os três primeiros métodos citados. (valor: 1,5 ponto)d) Cite dois sinais de alerta a que a parturiente deve estar atenta e que podem indicar a necessidade de nova avaliação.Observação: só serão considerados os dois primeiros sinais de alerta. (valor: 2,0 pontos)
Trabalho de parto ativo exige dilatação ≥ 5cm + contrações regulares; antes disso, é fase latente e manejo é expectante.
A fase latente do trabalho de parto não justifica internação rotineira em gestantes de baixo risco, permitindo manejo domiciliar com suporte para dor e orientações sobre sinais de alerta.
O diagnóstico correto do início do trabalho de parto é fundamental para evitar intervenções obstétricas precoces. A fase latente pode durar muitas horas e, em gestações de baixo risco, o domicílio é o local mais adequado para o conforto da mulher. A paciente do caso apresenta 2 cm de dilatação e dinâmica uterina incipiente, caracterizando a fase latente. A internação hospitalar precoce está associada a maiores taxas de ocitocina sintética, analgesia peridural e partos operatórios. O manejo deve focar no suporte não farmacológico, garantindo que a paciente saiba identificar os sinais de transição para a fase ativa ou sinais de complicações, como o descolamento prematuro de placenta ou sofrimento fetal agudo.
A fase latente é caracterizada por contrações dolorosas e alterações cervicais (apagamento e dilatação progressiva), mas com dilatação inferior a 5 cm. A fase ativa inicia-se, geralmente, a partir de 5 cm de dilatação, acompanhada de contrações mais frequentes, regulares e intensas que levam à progressão mais rápida do parto.
Os métodos incluem: banhos de imersão ou aspersão (chuveiro), massagens lombossacrais, uso da bola suíça para mobilidade pélvica, técnicas de respiração, deambulação e suporte emocional contínuo (presença de acompanhante ou doula).
Os principais sinais de alerta são: perda de líquido amniótico (ruptura de membranas), sangramento vaginal importante, diminuição da percepção de movimentos fetais ou aumento significativo na intensidade e frequência das contrações (ritmo de fase ativa).
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