HCB - Hospital de Amor de Barretos - Unidade Porto Velho (RO) — Prova 2020
Gestante admitida na maternidade, idade gestacional de 40 semanas, 5 a 6 contrações em 10 minutos com duração de 50 segundos cada e ao toque 2 cm de dilatação, bolsa íntegra, feto alto e móvel. Foi aberto um partograma e após 4 horas de evolução ocorreu parto normal. A distócia diagnosticada nesse partograma é:
Fase latente prolongada: dilatação <5cm com contrações regulares >20h (primigesta) ou >14h (multigesta).
A fase latente do trabalho de parto é caracterizada por dilatação cervical de 0 a 4-5 cm. Se esta fase se estende além dos limites de tempo esperados (20h para primigestas, 14h para multíparas), é diagnosticada como fase latente prolongada, mesmo que a fase ativa subsequente seja normal.
A fase latente do trabalho de parto é o período inicial, caracterizado por contrações uterinas irregulares e dilatação cervical lenta, geralmente até 4-5 cm. Sua duração é variável, mas quando excede 20 horas em primigestas ou 14 horas em multíparas, é classificada como fase latente prolongada, uma das distocias mais comuns. O reconhecimento precoce é crucial para evitar fadiga materna e ansiedade. O diagnóstico da fase latente prolongada baseia-se na avaliação clínica do tempo de duração e da dilatação cervical. Embora o partograma seja tradicionalmente iniciado na fase ativa (≥5-6 cm de dilatação), a suspeita de fase latente prolongada pode surgir antes, com base na história da paciente e nos exames de toque. A fisiopatologia pode envolver contrações uterinas ineficazes, colo imaturo ou analgesia precoce. O manejo da fase latente prolongada visa promover o conforto materno e a progressão do trabalho de parto. Medidas como hidratação, repouso, analgesia e deambulação são frequentemente empregadas. Em casos selecionados, a amniotomia ou a ocitocina podem ser consideradas para acelerar a dilatação, sempre com monitoramento rigoroso do bem-estar fetal e materno para garantir um desfecho favorável.
A fase latente prolongada é diagnosticada quando a duração da fase latente excede 20 horas em primigestas ou 14 horas em multíparas, com dilatação cervical inferior a 5-6 cm.
A conduta inicial pode incluir medidas de conforto, hidratação, analgesia e, em alguns casos, amniotomia ou ocitocina para estimular a progressão, sempre avaliando o bem-estar materno e fetal.
A fase latente prolongada ocorre antes da dilatação de 5-6 cm, enquanto a fase ativa prolongada é caracterizada pela progressão lenta da dilatação cervical (menos de 1 cm/hora em primigestas ou 1,2-1,5 cm/hora em multíparas) após atingir 5-6 cm.
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