HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2023
Os tecidos lesionados tentam restaurar a sua função normal e a integridade estrutural. Sobre as fases da cicatrização e a cicatrização anormal das feriadas, é correto afirmar que
Fase inflamatória da cicatrização → ↑ permeabilidade vascular, migração celular por quimiotaxia, secreção de citocinas.
A fase inflamatória é a etapa inicial da cicatrização de feridas, caracterizada por uma resposta vascular e celular intensa, com aumento da permeabilidade vascular, migração de leucócitos (neutrófilos e macrófagos) e liberação de mediadores inflamatórios e fatores de crescimento que preparam o leito da ferida para as fases subsequentes.
A cicatrização de feridas é um processo biológico complexo e dinâmico que visa restaurar a integridade tecidual após uma lesão. Compreender suas fases é fundamental para o manejo adequado de feridas e para identificar processos anormais. As fases são sequenciais e sobrepostas: hemostasia, inflamação, proliferação e maturação. A fase inflamatória, que se inicia logo após a hemostasia, é crucial para a limpeza da ferida e para preparar o ambiente para a reparação. Durante a fase inflamatória, ocorre vasoconstrição inicial seguida por vasodilatação e aumento da permeabilidade vascular, permitindo a extravasamento de plasma e células sanguíneas para o local da lesão. Neutrófilos são as primeiras células a migrar por quimiotaxia para combater infecções, seguidos pelos macrófagos, que fagocitam detritos e liberam citocinas e fatores de crescimento (como PDGF, TGF-β, FGF) essenciais para a transição para a fase proliferativa. A ativação dessas células e a secreção de mediadores são eventos-chave que impulsionam o processo de reparo. O conhecimento detalhado dessas fases é vital para a prática clínica, permitindo a escolha de curativos e intervenções que otimizem o processo de cicatrização e previnam complicações, como infecções ou cicatrização anormal (ex: queloides, cicatrizes hipertróficas). A compreensão da fisiopatologia subjacente a cada fase auxilia na identificação de fatores que podem prejudicar a cicatrização, como desnutrição, infecção ou doenças crônicas, e na implementação de estratégias para otimizar a recuperação do paciente.
As quatro fases clássicas da cicatrização de feridas são: hemostasia, inflamação, proliferação (ou granulação) e maturação (ou remodelação). A hemostasia ocorre imediatamente após a lesão, seguida pela inflamação.
Os macrófagos são células cruciais na fase inflamatória e proliferativa. Eles fagocitam detritos e patógenos, e secretam citocinas e fatores de crescimento que estimulam a angiogênese, a proliferação de fibroblastos e a síntese de colágeno, sendo essenciais para a transição para a fase proliferativa.
Queloides são cicatrizes elevadas que se estendem além dos limites da ferida original e não regridem espontaneamente, podendo até crescer com o tempo. Cicatrizes hipertróficas são elevadas, mas permanecem dentro dos limites da ferida e podem regredir parcialmente com o tempo.
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