Cicatrização de Feridas: Entenda a Fase Inflamatória

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2023

Enunciado

Os tecidos lesionados tentam restaurar a sua função normal e a integridade estrutural. Sobre as fases da cicatrização e a cicatrização anormal das feriadas, é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) as 4 fases da cicatrização das feridas são: inflamação, proliferação, reparação e maturação.
  2. B) os macrófagos se apresentam em maior número no final da fase maturação.
  3. C) a fase de reparação é caracterizada pelo aumento dos números de linfócitos em relação aos fibroblastos na fase de maturação.
  4. D) a fase inflamatória é caracterizada pelo aumento da permeabilidade vascular, migração de células para a ferida por quimiotaxia, secreção de citocinas e fatores de crescimento na ferida, e ativação das células migratórias.
  5. E) os queloides são cicatrizes elevadas que permanecem nos limites da ferida original, e muitas vezes, regridem espontaneamente.

Pérola Clínica

Fase inflamatória da cicatrização → ↑ permeabilidade vascular, migração celular por quimiotaxia, secreção de citocinas.

Resumo-Chave

A fase inflamatória é a etapa inicial da cicatrização de feridas, caracterizada por uma resposta vascular e celular intensa, com aumento da permeabilidade vascular, migração de leucócitos (neutrófilos e macrófagos) e liberação de mediadores inflamatórios e fatores de crescimento que preparam o leito da ferida para as fases subsequentes.

Contexto Educacional

A cicatrização de feridas é um processo biológico complexo e dinâmico que visa restaurar a integridade tecidual após uma lesão. Compreender suas fases é fundamental para o manejo adequado de feridas e para identificar processos anormais. As fases são sequenciais e sobrepostas: hemostasia, inflamação, proliferação e maturação. A fase inflamatória, que se inicia logo após a hemostasia, é crucial para a limpeza da ferida e para preparar o ambiente para a reparação. Durante a fase inflamatória, ocorre vasoconstrição inicial seguida por vasodilatação e aumento da permeabilidade vascular, permitindo a extravasamento de plasma e células sanguíneas para o local da lesão. Neutrófilos são as primeiras células a migrar por quimiotaxia para combater infecções, seguidos pelos macrófagos, que fagocitam detritos e liberam citocinas e fatores de crescimento (como PDGF, TGF-β, FGF) essenciais para a transição para a fase proliferativa. A ativação dessas células e a secreção de mediadores são eventos-chave que impulsionam o processo de reparo. O conhecimento detalhado dessas fases é vital para a prática clínica, permitindo a escolha de curativos e intervenções que otimizem o processo de cicatrização e previnam complicações, como infecções ou cicatrização anormal (ex: queloides, cicatrizes hipertróficas). A compreensão da fisiopatologia subjacente a cada fase auxilia na identificação de fatores que podem prejudicar a cicatrização, como desnutrição, infecção ou doenças crônicas, e na implementação de estratégias para otimizar a recuperação do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais fases da cicatrização de feridas?

As quatro fases clássicas da cicatrização de feridas são: hemostasia, inflamação, proliferação (ou granulação) e maturação (ou remodelação). A hemostasia ocorre imediatamente após a lesão, seguida pela inflamação.

Qual o papel dos macrófagos na cicatrização?

Os macrófagos são células cruciais na fase inflamatória e proliferativa. Eles fagocitam detritos e patógenos, e secretam citocinas e fatores de crescimento que estimulam a angiogênese, a proliferação de fibroblastos e a síntese de colágeno, sendo essenciais para a transição para a fase proliferativa.

O que são queloides e como se diferenciam de cicatrizes hipertróficas?

Queloides são cicatrizes elevadas que se estendem além dos limites da ferida original e não regridem espontaneamente, podendo até crescer com o tempo. Cicatrizes hipertróficas são elevadas, mas permanecem dentro dos limites da ferida e podem regredir parcialmente com o tempo.

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