FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2024
Durante a visita a um paciente que está no primeiro pós-operatório de uma gastrectomia parcial, nota se que o paciente encontra se sonolento e pouco comunicativo. Está com sonda vesical e nasogástrica com drenagem considerável. O médico assistente, informa aos familiares que provavelmente o paciente encontra se no período pós-operatório e que trata se de uma resposta do organismo ao trauma cirúrgico. Provavelmente, este paciente encontra se em:
Pós-operatório imediato = fase catabólica, com ativação de ADH e SRAA → retenção hídrica e sonolência.
No pós-operatório imediato, o organismo entra em fase catabólica como resposta ao estresse cirúrgico. Há ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) e liberação de hormônio antidiurético (ADH), levando à retenção de água e sódio, e a sonolência pode ser multifatorial, incluindo a resposta inflamatória e efeitos residuais de medicações.
A resposta metabólica ao trauma cirúrgico é um processo complexo e bem orquestrado que visa a manutenção da homeostase e a reparação tecidual. No pós-operatório imediato, o organismo entra predominantemente na fase catabólica, caracterizada por um aumento na secreção de hormônios do estresse, como cortisol, catecolaminas, glucagon e hormônio antidiurético (ADH), além da ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA). Esta fase é crucial para mobilizar substratos energéticos e preparar o corpo para a cicatrização. A ativação do ADH e do SRAA no pós-operatório é uma resposta fisiológica à hipovolemia relativa e ao estresse. O ADH promove a reabsorção de água livre nos túbulos renais, enquanto o SRAA, através da aldosterona, aumenta a reabsorção de sódio e, consequentemente, de água. Isso resulta em retenção hídrica e de sódio, que pode se manifestar clinicamente como edema e, em alguns casos, hiponatremia dilucional. A sonolência e a diminuição da comunicabilidade são achados comuns, multifatoriais, e podem ser influenciados pela resposta inflamatória sistêmica, efeitos residuais de medicações e alterações metabólicas. Compreender essa resposta é fundamental para o manejo adequado do paciente cirúrgico. A hidratação e o balanço hidroeletrolítico devem ser cuidadosamente monitorizados, evitando tanto a desidratação quanto a sobrecarga hídrica. A fase catabólica é seguida pela fase anabólica, onde ocorre a reparação tecidual e o ganho de peso, mas a transição e a duração de cada fase dependem da magnitude do trauma e do estado nutricional do paciente.
A fase catabólica é marcada por aumento do catabolismo proteico e lipídico, resistência à insulina, e liberação de hormônios do estresse como cortisol, catecolaminas, ADH e ativação do SRAA, visando mobilizar energia para a recuperação.
O ADH promove a reabsorção de água nos túbulos renais, enquanto o SRAA aumenta a reabsorção de sódio e água, ambos contribuindo para a retenção hídrica e a manutenção do volume intravascular em resposta ao estresse cirúrgico.
A sonolência pode ser causada por efeitos residuais de anestésicos e opioides, resposta inflamatória sistêmica, desequilíbrios eletrolíticos, hipóxia, hipercapnia e a própria resposta endócrina ao estresse cirúrgico.
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