SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2025
A identificação adequada das fases do trabalho de parto é fundamental para a condução adequada da assistência obstétrica, evitando intervenções desnecessárias e otimizando a segurança materno-fetal. Considerando as definições estabelecidas pela literatura cientifica e diretrizes nacionais, assinale a alternativa que descreve CORRETAMENTE a transição entre a fase latente e a fase ativa do primeiro período do parto.
Fase ativa do parto: contrações regulares + dilatação ≥ 5 cm (OMS/ACOG atual).
A definição do início da fase ativa do trabalho de parto tem sido revisada, e atualmente, diretrizes como as da OMS e ACOG consideram a dilatação cervical a partir de 5 cm (ou 6 cm em algumas referências) como o marco, em vez dos antigos 3-4 cm. Isso reconhece a variabilidade da progressão e evita intervenções precoces desnecessárias.
O trabalho de parto é um processo fisiológico complexo dividido em três períodos, sendo o primeiro período subdividido em fase latente e fase ativa. A correta identificação dessas fases é crucial para o manejo obstétrico, evitando intervenções desnecessárias e otimizando a segurança materno-fetal. A fase latente é caracterizada por contrações uterinas irregulares e menos intensas, com dilatação cervical lenta até aproximadamente 4-5 cm. A transição para a fase ativa marca o início de contrações uterinas mais regulares, intensas e dolorosas, acompanhadas de uma dilatação cervical mais rápida. Historicamente, 3-4 cm de dilatação eram considerados o início da fase ativa. No entanto, diretrizes mais recentes, como as da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG), têm redefinido o início da fase ativa para 5 cm ou até 6 cm de dilatação cervical. Essa mudança visa reconhecer a variabilidade fisiológica da progressão do parto e reduzir a taxa de intervenções, como a aceleração do parto ou cesarianas, em mulheres que ainda estão na fase latente prolongada. É importante notar que a progressão da dilatação pode variar entre nulíparas (primeira gestação) e multíparas (gestações anteriores), sendo geralmente mais rápida nas multíparas. O monitoramento cuidadoso do partograma, que registra a dilatação cervical e a descida fetal ao longo do tempo, é uma ferramenta essencial para avaliar a progressão do trabalho de parto e identificar desvios da normalidade, permitindo intervenções oportunas e baseadas em evidências.
A fase latente é caracterizada por contrações irregulares e dilatação cervical lenta até 4-5 cm. A fase ativa inicia-se com contrações regulares e dolorosas, e dilatação cervical progressiva a partir de 5 cm, com ritmo mais acelerado.
A mudança para 5 cm (ou 6 cm) como marco da fase ativa reconhece que a progressão da dilatação antes desse ponto pode ser lenta e fisiológica, evitando intervenções desnecessárias e reduzindo taxas de cesariana por 'falha de progressão' precoce.
Em geral, o trabalho de parto é mais prolongado em nulíparas, tanto na fase latente quanto na ativa, com uma taxa de dilatação cervical mais lenta em comparação com as multíparas, que já tiveram dilatação prévia do colo.
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