MedEvo Simulado — Prova 2026
Larissa, 31 anos, primigesta, 39 semanas e 4 dias de gestação, encontra-se em trabalho de parto assistido em centro obstétrico. O partograma foi iniciado quando a paciente apresentava 6 cm de dilatação, bolsa íntegra e polo cefálico no plano -1 de De Lee. Após 4 horas de observação ativa, nova avaliação revela que a dilatação progrediu para 7 cm, mantendo o polo cefálico no plano -1 em variedade de posição occipito-transversa esquerda (OTE). A dinâmica uterina atual é de 2 contrações de 35 segundos em 10 minutos. O feto apresenta batimentos cardíacos fetais de 144 bpm, com variabilidade preservada e presença de acelerações transitórias. Ao exame físico, observa-se discreta formação de bossa serossanguínea e edema de colo uterino. Diante do quadro clínico apresentado, a conduta mais adequada é:
Dilatação < 1cm/h na fase ativa + membranas íntegras → Amniotomia (estimulação mecânica).
A fase ativa prolongada ocorre quando a dilatação cervical progride menos de 1 cm/h. Se a dinâmica uterina for hipoativa e as membranas estiverem íntegras, a amniotomia é a conduta inicial preferencial.
A fase ativa do trabalho de parto exige monitoramento rigoroso através do partograma para detecção precoce de desvios da normalidade. A distocia funcional, caracterizada por contrações de baixa intensidade ou frequência, é uma das causas mais comuns de prolongamento do parto em primigestas. A conduta inicial diante de uma fase ativa prolongada com membranas íntegras deve ser a amniotomia. Este procedimento simples aumenta a pressão do polo fetal sobre o colo e estimula a produção de ocitocina endógena. Caso a amniotomia não restabeleça a progressão adequada em 1 a 2 horas, a infusão de ocitocina exógena torna-se o próximo passo na condução do parto.
A fase ativa prolongada é definida por uma dilatação cervical que ocorre em velocidade inferior a 1 cm por hora após o início da fase ativa (geralmente a partir de 5-6 cm de dilatação). É uma distocia de ritmo onde o trabalho de parto progride, mas de forma excessivamente lenta, frequentemente associada a contrações uterinas ineficientes (hipossistolia).
A amniotomia artificial está indicada em casos de progressão lenta da dilatação ou descida fetal (distocias funcionais), visando aumentar a intensidade das contrações uterinas e acelerar o parto. Ela permite que a apresentação fetal se acople melhor ao colo uterino e libera prostaglandinas locais que estimulam a contratilidade miometrial.
Na fase ativa prolongada, a dilatação continua ocorrendo, porém em ritmo lento (< 1 cm/h). Na parada secundária da dilatação, a dilatação cervical permanece a mesma em dois exames de toque vaginal realizados com intervalo de pelo menos 2 horas, geralmente com dinâmica uterina adequada, sugerindo desproporção cefalopélvica ou má posição fetal.
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