Fase Ativa Prolongada: Diagnóstico e Manejo no Parto

Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2020

Enunciado

Primigesta, com 39 semanas de gestação, encontra-se em trabalho de parto há seis horas. Nas últimas três horas, manteve a dilatação cervical de 6 cm, sem que houvesse modificações no colo uterino, que se encontra medianizado e esvaecido em 50%. Quando a paciente foi internada, apresentava três contrações moderadas em 10 minutos. Nas últimas duas horas, tem apresentado dinâmica uterina de duas contrações fracas em 10 minutos. A descida do polo cefálico vem se processando de forma progressiva e agora observa-se que o polo cefálico está no plano zero de De Lee. Com base no quadro clínico, o diagnóstico e a conduta são:

Alternativas

  1. A) Fase ativa prolongada, distócia funcional; deambulação e, se necessário, ocitocina
  2. B) Fase de latência prolongada; administrar ocitocina e realizar amniotomia
  3. C) Período de latência prolongada; administrar ocitocina e realizar amniotomia
  4. D) Desproporção céfalo-pélvica relativa; indicar operação cesariana

Pérola Clínica

Primigesta com dilatação estacionada na fase ativa e dinâmica uterina ineficaz → Fase ativa prolongada, distócia funcional.

Resumo-Chave

A fase ativa prolongada é caracterizada pela ausência de progressão da dilatação cervical por um período definido, mesmo com o colo já em fase ativa. A conduta inicial envolve otimização da dinâmica uterina, como deambulação e, se necessário, ocitocina, antes de considerar intervenções mais invasivas.

Contexto Educacional

A fase ativa prolongada é uma das distócias funcionais mais comuns no trabalho de parto, caracterizada pela progressão inadequada da dilatação cervical após o estabelecimento da fase ativa (geralmente > 6 cm de dilatação). Sua identificação precoce é crucial para evitar complicações maternas e fetais, sendo um tópico frequente em provas de residência médica. O diagnóstico baseia-se na avaliação do partograma, observando a ausência de modificação cervical por um período prolongado, mesmo com contrações uterinas. É fundamental diferenciar de outras distócias, como a desproporção céfalo-pélvica, que deve ser sempre descartada antes de intervenções para otimizar o trabalho de parto. A avaliação da dinâmica uterina e da descida do polo cefálico são essenciais. O tratamento da fase ativa prolongada geralmente envolve a otimização da dinâmica uterina. Medidas como deambulação e hidratação podem ser tentadas. Se a dinâmica for ineficaz, a ocitocina é o fármaco de escolha para aumentar a frequência e intensidade das contrações. A amniotomia pode ser associada para potencializar o efeito da ocitocina e acelerar o parto, sempre com monitorização cuidadosa.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnosticar fase ativa prolongada em primigestas?

Em primigestas, a fase ativa prolongada é diagnosticada quando há ausência de progressão da dilatação cervical por mais de 4 horas com membranas rotas e contrações adequadas, ou mais de 6 horas com membranas íntegras e contrações adequadas, ou ainda, ausência de progressão por 3 horas com ocitocina.

Qual a conduta inicial para a fase ativa prolongada?

A conduta inicial para a fase ativa prolongada, após descartar desproporção céfalo-pélvica, inclui medidas de suporte como deambulação e hidratação. Se a dinâmica uterina for ineficaz, a ocitocina é a principal intervenção para otimizar as contrações.

Quando a amniotomia é indicada na fase ativa prolongada?

A amniotomia pode ser considerada na fase ativa prolongada para acelerar o trabalho de parto, especialmente se as membranas estiverem íntegras e a dilatação for favorável. No entanto, a ocitocina para otimizar a dinâmica uterina é frequentemente a primeira linha de tratamento.

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