PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
Paciente primigesta, gestação de 39 semanas, concepto adequado para a idade gestacional e pré-natal sem intercorrências. No seu plano de parto, a gestante solicita o uso de analgesia farmacológica para alívio da dor. Foi admitida às 6 horas no centro obstétrico em fase ativa do trabalho de parto, colo 90% apagado, com dilatação de 3cm e duas contrações de 30 segundos cada em 1 O minutos. Inicia-se a construção do partograma, apresentação cefálica, bolsa íntegra, 140bpm (batimento cardíaco fetal), plano de De Lee -3. Às 11 horas estava com colo fino, central, dilatado 6cm, apresentação fetal no plano zero de De Lee. Durante o toque houve ruptura espontânea das membranas com saída de líquido amniótico claro. Traçado cardiotocográfico com padrão fetal tranquilizador. Parturiente solicita analgesia. Às 13 horas, dilatação de 7cm, pólo fetal no plano + 1 de De Lee, quando recebeu analgesia. Às 15 horas apresentava 8cm de dilatação, pólo cefálico no plano + 1 de De Lee. Qual o diagnóstico desse caso?
Primigesta: dilatação < 1 cm/h na fase ativa → Fase ativa prolongada.
Em primigestas, a fase ativa do trabalho de parto é considerada prolongada quando a dilatação cervical progride a uma taxa inferior a 1 cm/hora após atingir 6 cm de dilatação. No caso, a paciente levou 4 horas (11h para 15h) para dilatar de 6cm para 8cm, o que é uma progressão de 0.5 cm/hora, caracterizando uma fase ativa prolongada.
A fase ativa do trabalho de parto é um período crucial, caracterizado pela dilatação cervical mais rápida e pela descida fetal. Em primigestas, a progressão é tipicamente de 1 a 1,2 cm/hora. A identificação de uma fase ativa prolongada é essencial para prevenir complicações maternas e fetais, como exaustão materna, infecção e sofrimento fetal. O diagnóstico de fase ativa prolongada é feito quando a dilatação cervical progride a uma taxa inferior ao esperado, geralmente < 1 cm/hora, após o colo atingir 6 cm de dilatação, na presença de contrações uterinas adequadas. No caso apresentado, a paciente dilatou de 6cm para 8cm em 4 horas (11h às 15h), o que corresponde a 0,5 cm/hora, configurando um prolongamento da fase ativa. O manejo da fase ativa prolongada depende da causa subjacente. Pode incluir a avaliação da adequação das contrações e, se necessário, a administração de ocitocina para otimizar a contratilidade uterina. A monitorização contínua do bem-estar fetal e da progressão do parto é fundamental, e a decisão por uma cesariana deve ser considerada se não houver melhora ou se surgirem sinais de sofrimento fetal.
Em primigestas, a fase ativa prolongada é diagnosticada quando a dilatação cervical progride a uma taxa inferior a 1 cm/hora, após o colo atingir 6 cm de dilatação, e na presença de contrações uterinas adequadas.
O partograma é uma ferramenta gráfica que permite monitorar a progressão do trabalho de parto. A linha de alerta e a linha de ação no partograma ajudam a identificar desvios na progressão da dilatação cervical e da descida fetal, indicando a necessidade de intervenção.
As causas podem incluir contrações uterinas ineficazes, desproporção céfalo-pélvica ou má-posição fetal. As condutas podem variar desde a otimização das contrações com ocitocina até a avaliação para cesariana, dependendo da causa e da condição materno-fetal.
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