Fasciíte Necrosante Estreptocócica: Manejo e Papel da Clindamicina

IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2016

Enunciado

A fasciíte necrosante é uma infecção bacteriana destrutiva e rapidamente progressiva do tecido subcutâneo e fáscia superficial. Classifica-se em tipo I, quando causada por flora mista de anaeróbios e outras bactérias, e tipo II, quando causada pelo Streptococcus do grupo A isolado ou associado ao Staphylococcus aureus. Os fatores predisponentes incluem doenças crônicas, etilismo, uso de drogas endovenosas, lesões da pele como varicela, úlceras crônicas, psoríase, cirurgia, traumas abertos e fechados. Clinicamente destacam-se dor e edema intensos, sendo necessário um alto índice de suspeição para o seu diagnóstico, o qual é confirmada a intervenção cirúrgica com a evidência de necrose da fáscia superficial. Assinale a alternativa correta em relação ao manejo da fasceíte necrosante estreptocócica.

Alternativas

  1. A) É fundamental o início rápido de antibióticos do grupo dos glicopeptídicos, diante da grande possibilidade de resistência à penicilina.
  2. B) Os antibióticos de escolha são os betalactâmicos de largo espectro (exemplo: piperacilina com tazobactan), pois agem inibindo a produção de toxinas pelo estreptococos.
  3. C) A clindamicina é experimentalmente superior à penicilina, pois inibe a produção de toxinas pelo estreptococos.
  4. D) A fasceíte é uma infecção profunda de difícil controle medicamentoso. Deve-se optar por antibióticos de última geração como a tigeciclina. 

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