Fasciíte Necrosante: Sinais Clínicos e Urgência Cirúrgica

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - Campus Sorocaba — Prova 2025

Enunciado

Uma mulher de 33 anos tem histórico de 19 anos de diabetes tipo 2. Dependente de insulina, seu estado é complicado por neuropatia periférica, doença vascular periférica e doença renal crônica. Apresenta-se no pronto-socorro queixando-se de piora da dor e de inchaço no pé direito nos últimos três dias. A paciente tem histórico de deformidade de Charcot no pé direito, com uma ulceração crônica que foi tratada com desbridamentos semanais e cuidados com a ferida. Ela refere febres e calafrios. Ao exame, tem uma ulceração plantar de 1 cm × 1 cm × 3 cm de profundidade no mediopé. Há um forte mau cheiro e todo o seu pé está significativamente edemaciado e eritematoso, com dor significativa à palpação do mediopé e da perna. A mulher tem pulsos identificados no Doppler.\n\nQuando há suspeita de fasciíte necrosante, o desbridamento operatório imediato é indicado. Qual das seguintes opções é verdadeira em relação à exploração cirúrgica?

Alternativas

  1. A) A exploração cirúrgica deve ser adiada até que o estado vascular possa ser avaliado e otimizado.
  2. B) Em casos duvidosos, a exploração cirúrgica deve ser evitada até que o diagnóstico seja confirmado, para limitar incisões grandes desnecessárias e desbridamento de tecido.
  3. C) Desbridamentos cirúrgicos repetidos não são necessários se o paciente estiver tomando antibióticos intravenosos apropriados.
  4. D) Os achados macroscópicos incluem tecido necrótico acinzentado, pus com aspecto de “água suja” e “teste do dedo” positivo.

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