HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2023
Dentre as alternativas abaixo, qual está correta com relação à antibioticoterapia e aos micro-organismos envolvidos nas infecções de tratamento operatório?
Fasceíte necrozante → cobertura obrigatória para Streptococcus pyogenes no tratamento empírico.
A fasceíte necrozante é uma infecção grave e rapidamente progressiva dos tecidos moles, frequentemente polimicrobiana, mas com um papel crucial de bactérias como o Streptococcus pyogenes. Dada a sua virulência e a rápida progressão da doença, a antibioticoterapia empírica deve sempre incluir cobertura para este patógeno, além de outros gram-positivos, gram-negativos e anaeróbios.
A fasceíte necrozante é uma infecção bacteriana grave e rara dos tecidos moles, caracterizada por rápida progressão e necrose extensa da fáscia, tecido subcutâneo e, por vezes, da pele e músculo. É uma emergência médica que exige diagnóstico precoce e tratamento agressivo para evitar morbidade e mortalidade significativas. A etiologia é frequentemente polimicrobiana, mas o Streptococcus pyogenes (estreptococo do grupo A) é um patógeno particularmente virulento e frequentemente associado a formas fulminantes da doença. A antibioticoterapia empírica para fasceíte necrozante deve ser de amplo espectro, cobrindo os principais patógenos gram-positivos, gram-negativos e anaeróbios. A inclusão de cobertura específica para Streptococcus pyogenes é mandatória devido à sua capacidade de produzir toxinas que causam choque tóxico e destruição tecidual rápida. Geralmente, combinações de antibióticos como penicilina (para estreptococos), clindamicina (para inibir toxinas e cobrir anaeróbios) e um carbapenêmico ou piperacilina-tazobactam (para gram-negativos e anaeróbios) são utilizadas. Além da antibioticoterapia, o pilar do tratamento é o desbridamento cirúrgico agressivo e repetido do tecido necrótico. A remoção do tecido desvitalizado é crucial para controlar a infecção, permitir a penetração dos antibióticos e evitar a progressão da necrose. O prognóstico depende diretamente da rapidez do diagnóstico e da instituição do tratamento cirúrgico e antimicrobiano adequados.
A fasceíte necrozante é frequentemente polimicrobiana, envolvendo bactérias gram-positivas (como Streptococcus pyogenes e Staphylococcus aureus), gram-negativas (como Escherichia coli, Klebsiella) e anaeróbios (como Bacteroides fragilis).
O Streptococcus pyogenes é um dos principais agentes etiológicos da fasceíte necrozante, conhecido por sua capacidade de causar destruição tecidual rápida e grave, sendo essencial cobri-lo empiricamente para evitar a progressão fulminante da doença.
O desbridamento cirúrgico agressivo e precoce é tão importante quanto a antibioticoterapia na fasceíte necrozante. Ele remove o tecido necrótico, que serve como fonte de infecção e impede a penetração adequada dos antibióticos, sendo crucial para o controle da infecção e a sobrevivência do paciente.
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