HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2021
Nos idosos os tratamentos farmacológicos devem priorizar condições e restringir o número de medicamentos, sendo adequado o item:
Em idosos, simplificar posologia, monitorar adesão e alertar sobre automedicação são cruciais para segurança e eficácia do tratamento.
A farmacoterapia em idosos deve ser otimizada para reduzir a polifarmácia e melhorar a adesão. Isso inclui simplificar a posologia, monitorar ativamente a adesão (mesmo em prevenção secundária de eventos como IAM) e educar sobre os riscos da automedicação.
A farmacoterapia em idosos é um desafio complexo devido às alterações fisiológicas do envelhecimento que afetam a farmacocinética e a farmacodinâmica, além da alta prevalência de comorbidades e polifarmácia. A abordagem deve ser individualizada, priorizando a qualidade de vida e a funcionalidade, e buscando a desprescrição sempre que possível. É fundamental que residentes compreendam os princípios da prescrição racional em geriatria. Um dos pilares da prescrição segura para idosos é a simplificação da posologia. Regimes terapêuticos complexos com múltiplos medicamentos e horários dificultam a adesão, levando a falhas terapêuticas ou efeitos adversos. A avaliação e o estímulo à adesão são contínuos, mesmo em condições crônicas ou na prevenção secundária de eventos como o infarto agudo do miocárdio, onde a adesão é vital para o prognóstico. A automedicação é um problema sério em idosos, frequentemente impulsionada pela crença de que medicamentos "naturais" ou de venda livre são inofensivos, ou pela dificuldade de acesso a consultas médicas. É responsabilidade do profissional de saúde orientar ativamente sobre os perigos da automedicação, incluindo interações medicamentosas, efeitos adversos e o mascaramento de sintomas importantes, garantindo que o paciente compreenda a importância de seguir as orientações médicas.
Simplificar a posologia (reduzir o número de doses diárias e de medicamentos) melhora significativamente a adesão ao tratamento, diminui erros de medicação e reduz o risco de polifarmácia e interações medicamentosas.
A adesão pode ser avaliada por questionários, contagem de comprimidos e monitoramento de resultados clínicos. Estimular a adesão envolve educação clara, uso de lembretes, caixas organizadoras de medicamentos e envolvimento de cuidadores.
A automedicação em idosos aumenta o risco de interações medicamentosas, efeitos adversos, mascaramento de sintomas de doenças graves e atraso no diagnóstico e tratamento corretos, além de agravar a polifarmácia.
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