IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Sobre o tratamento do diabetes tipo 2, assinale a alternativa correta.
Sulfonilureias ↑ secreção de insulina → ↓ glicemia de jejum 60-70 mg/dL.
As sulfonilureias são secretagogos de insulina que atuam estimulando as células beta pancreáticas a liberar mais insulina, sendo eficazes na redução da glicemia de jejum. É importante monitorar o risco de hipoglicemia e ganho de peso.
O tratamento do Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) é complexo e individualizado, visando o controle glicêmico e a prevenção de complicações micro e macrovasculares. A prevalência do DM2 tem crescido globalmente, tornando o conhecimento aprofundado sobre suas opções terapêuticas fundamental para a prática médica. A escolha do fármaco depende de múltiplos fatores, incluindo comorbidades, risco de hipoglicemia, impacto no peso e custo. As sulfonilureias, como glibenclamida e gliclazida, são secretagogos de insulina que atuam fechando os canais de potássio ATP-sensíveis nas células beta pancreáticas, levando à despolarização e liberação de insulina. Essa ação resulta em uma redução significativa da glicemia de jejum, mas confere um risco maior de hipoglicemia e ganho de peso. Outras classes, como as biguanidas (metformina), reduzem a produção hepática de glicose e aumentam a sensibilidade à insulina, sendo a primeira linha na maioria dos casos. É crucial que residentes e estudantes compreendam os mecanismos de ação, perfis de segurança e eficácia de cada classe de antidiabéticos orais. A acarbose retarda a absorção de carboidratos, as metiglinidas são secretagogos de ação rápida e curta, e as glitazonas aumentam a sensibilidade à insulina, mas possuem contraindicações importantes, como insuficiência cardíaca. O manejo adequado do DM2 exige uma abordagem multidisciplinar e conhecimento atualizado das diretrizes terapêuticas.
As principais classes incluem biguanidas (reduzem produção hepática de glicose), sulfonilureias e metiglinidas (aumentam secreção de insulina), tiazolidinedionas (aumentam sensibilidade à insulina) e inibidores da alfa-glicosidase (retardam absorção de carboidratos).
O principal efeito adverso é a hipoglicemia, devido ao estímulo contínuo da secreção de insulina. O manejo envolve ajuste de dose, educação do paciente sobre sintomas de hipoglicemia e ingestão de carboidratos.
A metformina é a primeira linha devido à sua eficácia na redução da glicemia, baixo risco de hipoglicemia, potencial para perda de peso ou neutralidade ponderal, e benefícios cardiovasculares comprovados, além de ser geralmente bem tolerada.
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