HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2020
São considerados fármacos que podem causar crises epilépticas, EXCETO:
AINES (paracetamol, dipirona, AAS) não são tipicamente epileptogênicos em doses terapêuticas.
Enquanto muitos fármacos, incluindo antibióticos (quinolonas, isoniazida), opioides (tramadol, meperidina), antidepressivos (bupropiona), antipsicóticos (clozapina) e antimaláricos (cloroquina, mefloquina), podem diminuir o limiar convulsivo e induzir crises epilépticas, analgésicos comuns como paracetamol, dipirona e ácido acetilsalicílico (AAS) não são considerados epileptogênicos em doses terapêuticas.
A indução de crises epilépticas por fármacos é um efeito adverso importante a ser considerado na prática clínica, especialmente em pacientes com histórico de epilepsia ou outros fatores de risco para convulsões. O conhecimento dos medicamentos com potencial epileptogênico é fundamental para a segurança do paciente e para a escolha terapêutica adequada. A fisiopatologia envolve diferentes mecanismos, como a diminuição do limiar convulsivo, a alteração da neurotransmissão (inibição GABAérgica ou excitação glutamatérgica), ou a indução de toxicidade no sistema nervoso central. Exemplos notáveis incluem as quinolonas, que podem antagonizar os receptores GABA; a isoniazida, que interfere no metabolismo da piridoxina (vitamina B6), essencial para a síntese de GABA; e a bupropiona, que afeta a recaptação de dopamina e noradrenalina. É crucial diferenciar os fármacos que são primariamente epileptogênicos daqueles que podem causar efeitos neurológicos em superdosagem. Analgésicos comuns como paracetamol, dipirona e ácido acetilsalicílico (AAS) não são tipicamente associados à indução de crises epilépticas em doses terapêuticas. O manejo de crises induzidas por fármacos envolve a suspensão do agente causador e, se necessário, o uso de benzodiazepínicos para controlar a crise aguda, além de medidas de suporte.
Diversas classes podem causar crises, incluindo alguns antibióticos (quinolonas, isoniazida), antidepressivos (bupropiona, tricíclicos), antipsicóticos (clozapina), opioides (tramadol, meperidina), e antimaláricos (cloroquina, mefloquina).
O tramadol, além de sua ação opioide, inibe a recaptação de serotonina e noradrenalina, o que pode diminuir o limiar convulsivo, especialmente em doses elevadas, em pacientes predispostos ou em uso concomitante de outros fármacos que afetam o SNC.
Sim, em doses terapêuticas, paracetamol, dipirona e ácido acetilsalicílico (AAS) são geralmente considerados seguros para pacientes com epilepsia, pois não são conhecidos por diminuir o limiar convulsivo ou induzir crises epilépticas.
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