Osteoporose: Efeitos Colaterais dos Principais Tratamentos

UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2015

Enunciado

Paciente feminina, 81 anos, em tratamento ambulatorial por osteoporose, leu em revista semanal que, atualmente, existem vários tratamentos possíveis para sua condição. Refere já ter lido um pouco sobre cada um deles, mas, junto com sua filha, procura orientação sobre os efeitos colaterais que podem ocorrer com o uso dessas medicações. Com base no conhecimento dos efeitos colaterais esperados para os medicamentos abaixo listados, numere a coluna de baixo de acordo com sua correspondência com a coluna de cima.1. Bisfosfonatos orais. 2. Bisfosfonatos parenterais. 3. SERMs*. 4. Ranelato de estrôncio. 5. Teriparatida. (   ) Aumento da ocorrência de “fogachos”. (   ) Aumento do risco de fibrilação atrial e febre. (   ) Elevada incidência de sintomas gastrointestinais.(   ) Pode causar dor muscular, fraqueza e vertigem. (   ) Pode causar pequeno aumento de incidência de trombose venosa profunda. *SERM (modulador seletivo do receptor estrogênico) Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta na coluna da direita, de cima para baixo.

Alternativas

  1. A) 2 – 1 – 3 – 4 – 5.
  2. B) 3 – 2 – 1 – 4 – 5.
  3. C) 3 – 2 – 1 – 5 – 4.
  4. D) 2 – 5 – 3 – 1 – 4.
  5. E) 4 – 1 – 2 – 5 – 3.

Pérola Clínica

Osteoporose: SERMs → fogachos; Bisfosfonatos parenterais → febre/FA; Bisfosfonatos orais → GI; Teriparatida → dor/tontura; Ranelato estrôncio → TVP.

Resumo-Chave

O manejo da osteoporose envolve diversas classes de medicamentos com perfis de efeitos colaterais distintos. É fundamental conhecer esses efeitos para uma prescrição segura e para orientar o paciente, minimizando a descontinuação do tratamento e otimizando a adesão.

Contexto Educacional

A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando a um aumento da fragilidade óssea e do risco de fraturas. O tratamento visa reduzir esse risco e envolve diversas classes de medicamentos, cada uma com um perfil farmacológico e de segurança distinto, que deve ser cuidadosamente considerado, especialmente em pacientes idosos. Os bisfosfonatos são a primeira linha de tratamento, atuando na inibição da reabsorção óssea. Os orais (alendronato, risedronato) são conhecidos por causar sintomas gastrointestinais, enquanto os parenterais (ácido zoledrônico) podem induzir uma reação de fase aguda com febre e mialgia, e um aumento do risco de fibrilação atrial. Os SERMs (raloxifeno) atuam como agonistas estrogênicos no osso e antagonistas em outros tecidos, sendo associados a fogachos e risco de TVP. A teriparatida é um análogo do PTH que estimula a formação óssea, podendo causar hipercalcemia, náuseas, dor em membros e tontura. O ranelato de estrôncio, que possui ação dupla (anti-reabsortiva e pró-formadora), foi associado a riscos cardiovasculares e tromboembólicos, o que levou a restrições de uso. Conhecer esses efeitos colaterais é essencial para a escolha terapêutica, monitoramento e manejo das reações adversas, garantindo a adesão e a segurança do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais efeitos colaterais dos bisfosfonatos orais?

Os bisfosfonatos orais são frequentemente associados a sintomas gastrointestinais superiores, como esofagite, dispepsia, náuseas e dor abdominal, exigindo administração com água e em jejum.

Quais são os efeitos adversos mais comuns dos SERMs (moduladores seletivos do receptor estrogênico)?

Os SERMs, como o raloxifeno, podem causar fogachos (ondas de calor), cãibras nas pernas e um pequeno aumento no risco de eventos tromboembólicos venosos, como a trombose venosa profunda.

Quais são os riscos associados ao ranelato de estrôncio no tratamento da osteoporose?

O ranelato de estrôncio foi associado a um aumento do risco de eventos cardiovasculares, incluindo trombose venosa profunda, embolia pulmonar e infarto do miocárdio, além de reações cutâneas graves.

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