Mecanismo de Ação da Pilocarpina: Revisão para Residência

CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2024

Enunciado

Qual o mecanismo de ação da pilocarpina?

Alternativas

  1. A) Estímulo dos receptores muscarínicos.
  2. B) Bloqueio dos receptores muscarínicos.
  3. C) Estímulo dos receptores nicotínicos.
  4. D) Bloqueio dos receptores nicotínicos.

Pérola Clínica

Pilocarpina = Agonista muscarínico direto → Miose + Contração do músculo ciliar.

Resumo-Chave

A pilocarpina atua como um agonista colinérgico direto, estimulando receptores muscarínicos (M3) no esfíncter da íris e músculo ciliar, promovendo miose e facilitando o escoamento do humor aquoso.

Contexto Educacional

A pilocarpina é um alcaloide natural com propriedades parassimpaticomiméticas. Na prática clínica, sua ação nos receptores M3 do olho é fundamental para o controle da pressão intraocular em situações específicas. A compreensão de que ela é um agonista direto permite diferenciar seu perfil farmacodinâmico de outras drogas colinérgicas. Além do uso oftálmico, a pilocarpina sistêmica pode ser utilizada no tratamento da xerostomia (boca seca) em pacientes com Síndrome de Sjögren ou pós-radioterapia de cabeça e pescoço, demonstrando sua ampla atuação nos receptores muscarínicos glandulares.

Perguntas Frequentes

Qual o principal uso clínico da pilocarpina na oftalmologia?

A pilocarpina é utilizada principalmente no manejo agudo do glaucoma de ângulo fechado. Ao estimular os receptores muscarínicos M3, ela promove a contração do músculo esfíncter da íris (miose), o que afasta a íris periférica do ângulo da câmara anterior, facilitando a drenagem do humor aquoso através da malha trabecular. Também é usada para induzir miose em procedimentos cirúrgicos ou para reverter a midríase induzida por drogas.

Quais são os efeitos colaterais oculares da pilocarpina?

Os efeitos colaterais comuns incluem miose acentuada (que pode reduzir a visão noturna), espasmo de acomodação (causando miopia induzida e cefaleia frontal devido à contração sustentada do músculo ciliar) e, em casos raros, pode predispor ao descolamento de retina em pacientes suscetíveis devido à tração exercida pela contração do corpo ciliar.

Como a pilocarpina difere da fisostigmina?

A pilocarpina é um agonista muscarínico direto, o que significa que ela se liga e ativa diretamente os receptores muscarínicos. Já a fisostigmina é um inibidor reversível da acetilcolinesterase (agonista indireto), que aumenta a concentração de acetilcolina endógena na fenda sináptica ao impedir sua degradação. Ambas resultam em efeitos parassimpaticomiméticos, mas por mecanismos distintos.

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