CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2024
Qual o mecanismo de ação da pilocarpina?
Pilocarpina = Agonista muscarínico direto → Miose + Contração do músculo ciliar.
A pilocarpina atua como um agonista colinérgico direto, estimulando receptores muscarínicos (M3) no esfíncter da íris e músculo ciliar, promovendo miose e facilitando o escoamento do humor aquoso.
A pilocarpina é um alcaloide natural com propriedades parassimpaticomiméticas. Na prática clínica, sua ação nos receptores M3 do olho é fundamental para o controle da pressão intraocular em situações específicas. A compreensão de que ela é um agonista direto permite diferenciar seu perfil farmacodinâmico de outras drogas colinérgicas. Além do uso oftálmico, a pilocarpina sistêmica pode ser utilizada no tratamento da xerostomia (boca seca) em pacientes com Síndrome de Sjögren ou pós-radioterapia de cabeça e pescoço, demonstrando sua ampla atuação nos receptores muscarínicos glandulares.
A pilocarpina é utilizada principalmente no manejo agudo do glaucoma de ângulo fechado. Ao estimular os receptores muscarínicos M3, ela promove a contração do músculo esfíncter da íris (miose), o que afasta a íris periférica do ângulo da câmara anterior, facilitando a drenagem do humor aquoso através da malha trabecular. Também é usada para induzir miose em procedimentos cirúrgicos ou para reverter a midríase induzida por drogas.
Os efeitos colaterais comuns incluem miose acentuada (que pode reduzir a visão noturna), espasmo de acomodação (causando miopia induzida e cefaleia frontal devido à contração sustentada do músculo ciliar) e, em casos raros, pode predispor ao descolamento de retina em pacientes suscetíveis devido à tração exercida pela contração do corpo ciliar.
A pilocarpina é um agonista muscarínico direto, o que significa que ela se liga e ativa diretamente os receptores muscarínicos. Já a fisostigmina é um inibidor reversível da acetilcolinesterase (agonista indireto), que aumenta a concentração de acetilcolina endógena na fenda sináptica ao impedir sua degradação. Ambas resultam em efeitos parassimpaticomiméticos, mas por mecanismos distintos.
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