CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2017
Com relação aos fármacos anti-infecciosos, é correto afirmar:
Anfotericina B tópica = Baixa penetração na córnea íntegra (molécula grande).
A Anfotericina B é um polieno de alto peso molecular, o que limita sua penetração através do epitélio corneano íntegro, sendo mais eficaz quando há defeitos epiteliais.
A farmacologia ocular enfrenta o desafio das barreiras naturais do olho. Medicamentos tópicos devem ser capazes de penetrar o epitélio corneano (lipofílico) e o estroma (hidrofílico). A Anfotericina B, embora potente contra Candida e Aspergillus, exige desepitelização ou uso de veículos específicos para atingir níveis terapêuticos no estroma profundo. Quanto aos antivirais, o valaciclovir é um pró-fármaco do aciclovir com melhor absorção intestinal e biodisponibilidade superior, mas seu uso na gestação deve ser cauteloso. Já as tetraciclinas, além do efeito antimicrobiano, possuem propriedades anti-inflamatórias e inibidoras de metaloproteinases, sendo úteis em doenças da superfície ocular.
Devido ao seu elevado peso molecular e à sua estrutura química, a Anfotericina B não atravessa facilmente o epitélio corneano íntegro, que atua como uma barreira lipofílica.
No primeiro trimestre, evita-se a pirimetamina devido ao risco de teratogenia. O tratamento de escolha geralmente envolve espiramicina ou clindamicina, dependendo da gravidade.
Sim, as tetraciclinas (como a doxiciclina) possuem excelente espectro contra Chlamydia trachomatis, sendo frequentemente utilizadas no tratamento de tracoma e conjuntivite de inclusão.
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