HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2020
Um cuidado que o médico deve ter na prescrição de medicamentos para pacientes idosos são possíveis interações e efeitos colaterais. Correlacione as drogas abaixo com seu possível efeito colateral. I – Metoclopramida; II – Metformina; III – Amitriptilina; IV – Anlodipino; V – Hidroclorotiazida; ( ) Hipotensão Postural; ( ) Xerostomia; ( ) Acatisia; ( ) Edema; ( ) Diarreia;
Idosos: Metoclopramida → acatisia; Metformina → diarreia; Amitriptilina → xerostomia; Anlodipino → edema; Hidroclorotiazida → hipotensão postural.
A prescrição de medicamentos para idosos exige atenção redobrada devido à polifarmácia e às alterações farmacocinéticas e farmacodinâmicas relacionadas à idade. Conhecer os efeitos colaterais comuns de drogas frequentemente usadas, como acatisia pela metoclopramida ou edema pelo anlodipino, é crucial para evitar iatrogenias.
A prescrição de medicamentos para pacientes idosos é um desafio complexo na prática médica, exigindo um conhecimento aprofundado da farmacologia geriátrica e dos potenciais efeitos adversos. A polifarmácia, comum nessa faixa etária, aliada às alterações fisiológicas do envelhecimento (como redução da função renal e hepática, alteração da composição corporal), aumenta significativamente o risco de interações medicamentosas e reações adversas. É crucial que o residente esteja atento aos perfis de segurança de fármacos frequentemente utilizados. Por exemplo, a metoclopramida, um antiemético, pode induzir acatisia e outros sintomas extrapiramidais em idosos devido à sua ação antidopaminérgica. A metformina, um hipoglicemiante oral, é conhecida por causar diarreia e desconforto gastrointestinal. Antidepressivos tricíclicos como a amitriptilina possuem efeitos anticolinérgicos significativos, levando a xerostomia, constipação e hipotensão postural. O anlodipino, um anti-hipertensivo, frequentemente causa edema de membros inferiores, um efeito colateral que pode ser confundido com outras condições em idosos. Já a hidroclorotiazida, um diurético tiazídico, pode precipitar hipotensão postural e desequilíbrios eletrolíticos. A compreensão desses riscos permite uma prescrição mais segura, a identificação precoce de reações adversas e a implementação de estratégias para otimizar o tratamento e a qualidade de vida do paciente idoso.
Idosos apresentam alterações fisiológicas como diminuição da função renal e hepática, redução da massa muscular e aumento da gordura corporal, que alteram a farmacocinética e farmacodinâmica dos fármacos, além da frequente polifarmácia que aumenta o risco de interações.
Em idosos, a metoclopramida aumenta o risco de efeitos extrapiramidais, como acatisia, discinesia tardia e parkinsonismo, devido à maior sensibilidade aos bloqueadores dopaminérgicos.
Para minimizar os efeitos colaterais, deve-se iniciar com doses baixas e titular lentamente, revisar a lista de medicamentos regularmente para evitar polifarmácia e interações, e considerar alternativas com menor perfil de risco para a população idosa.
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