HFA - Hospital das Forças Armadas (DF) — Prova 2015
Uma preocupação a se ter com a população com idade acima de 65 anos é o maior número de ocorrências de efeitos adversos com eventuais drogas em uso. Isso se deve a um conjunto de fatores causais. Com base nessas informações, assinale a alternativa que apresenta um fator causal:
Idosos → metabolismo e excreção de drogas alterados → ↑ risco de efeitos adversos.
O envelhecimento fisiológico altera a farmacocinética e farmacodinâmica das drogas, resultando em absorção, distribuição, metabolismo e excreção diferentes. O metabolismo hepático e a função renal diminuem com a idade, prolongando a meia-vida de muitos medicamentos e aumentando o risco de toxicidade e efeitos adversos.
A população idosa, definida geralmente como indivíduos acima de 65 anos, apresenta uma série de particularidades fisiológicas que impactam diretamente a farmacologia. O envelhecimento acarreta alterações significativas na farmacocinética (o que o corpo faz com a droga) e na farmacodinâmica (o que a droga faz no corpo), tornando-os mais suscetíveis a efeitos adversos e toxicidade medicamentosa. Entre os fatores causais mais relevantes, destaca-se a alteração no metabolismo das drogas. Com a idade, há uma redução da massa hepática e do fluxo sanguíneo hepático, além de uma diminuição da atividade de enzimas metabolizadoras (como as do citocromo P450). Isso retarda a biotransformação de muitos medicamentos, prolongando sua meia-vida e aumentando suas concentrações plasmáticas. A função renal também declina progressivamente, comprometendo a excreção de drogas e seus metabólitos. Para o residente, é crucial ter uma abordagem cautelosa na prescrição para idosos, iniciando com doses mais baixas ('start low, go slow'), monitorando de perto os efeitos e ajustando conforme a resposta clínica e a função renal/hepática. A polifarmácia, comum nessa faixa etária, também exige atenção redobrada para evitar interações medicamentosas perigosas.
Idosos apresentam alterações fisiológicas como diminuição da função renal e hepática, alteração na distribuição de gordura corporal e sensibilidade dos receptores, que modificam a farmacocinética e farmacodinâmica das drogas.
As principais alterações incluem diminuição da absorção gastrointestinal, redução do volume de distribuição (especialmente para drogas hidrofílicas), diminuição do metabolismo hepático e redução da excreção renal.
A polifarmácia (uso de múltiplos medicamentos) aumenta o risco de interações medicamentosas, efeitos adversos e cascata de prescrição, tornando a gestão da terapia mais complexa e perigosa.
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