IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2024
Das alternativas apresentadas abaixo assinale a incorreta em relação ao uso da dexmedetomidina:
Dexmedetomidina: atravessa BHE, metabolização hepática, bolus lento (5-10 min) para evitar bradicardia/hipotensão.
A dexmedetomidina é um agonista alfa-2 altamente seletivo, que atravessa rapidamente a barreira hematoencefálica, proporcionando sedação e analgesia com mínima depressão respiratória. A administração em bolus deve ser lenta, geralmente de 5 a 10 minutos, para mitigar efeitos adversos como bradicardia e hipotensão, que são comuns devido à sua ação nos receptores alfa-2 periféricos.
A dexmedetomidina é um sedativo e analgésico amplamente utilizado em unidades de terapia intensiva (UTI), especialmente em pacientes sob ventilação mecânica (VPM), devido à sua capacidade de promover sedação cooperativa e com mínima depressão respiratória. Sua alta lipossolubilidade permite uma rápida penetração na barreira hematoencefálica, resultando em um início de ação relativamente rápido. É recomendada para uso em adultos, preferencialmente por até 48 horas, embora o uso prolongado seja comum em algumas situações clínicas. É crucial entender a farmacocinética e a farmacodinâmica da dexmedetomidina para sua administração segura. A dose de manutenção usual varia de 0,2 a 1,5 mcg/kg/hora. A dose em bolus, se utilizada, deve ser administrada lentamente, em 5 a 10 minutos, para evitar efeitos adversos hemodinâmicos como bradicardia e hipotensão, que podem ser exacerbados por uma infusão rápida. Sua metabolização ocorre principalmente pela via hepática, e sua meia-vida de eliminação é de aproximadamente 2 a 3 horas. Para residentes, o conhecimento detalhado sobre a dexmedetomidina é essencial para o manejo adequado da sedação em pacientes críticos, otimizando o conforto do paciente e minimizando riscos. A escolha da dose e a velocidade de infusão são pontos-chave para garantir a eficácia e a segurança do tratamento.
A dexmedetomidina é um agonista alfa-2 adrenérgico altamente seletivo, que atua no locus ceruleus para induzir sedação e analgesia. É altamente solúvel em lipídios, o que permite sua rápida travessia da barreira hematoencefálica. Possui mínima depressão respiratória em doses terapêuticas.
A administração rápida da dose em bolus de dexmedetomidina pode causar bradicardia e hipotensão significativas, devido à estimulação dos receptores alfa-2 periféricos. A infusão lenta, geralmente de 5 a 10 minutos, permite uma distribuição mais gradual do fármaco, atenuando esses efeitos hemodinâmicos adversos.
A dexmedetomidina é extensivamente metabolizada no fígado, principalmente por glicuronidação e hidroxilação. Sua meia-vida de eliminação é de aproximadamente 2 a 3 horas, com uma fase de distribuição rápida de cerca de 6 minutos, o que explica seu rápido início de ação.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo