PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2022
Alguns adjuvantes são utilizados em associação aos anestésicos locais para melhorar a qualidade da anestesia durante o procedimento cirúrgico. Em relação a essa associação é CORRETO afirmar:
Anestésicos locais com adrenalina = pH mais ácido → ↑ latência anestésica.
A adrenalina, usada como vasoconstritor em anestésicos locais, é formulada em soluções ácidas para manter sua estabilidade. Esse pH mais baixo pode aumentar a latência do anestésico, pois uma menor fração da droga estará na forma não ionizada (lipossolúvel) necessária para atravessar as membranas neuronais.
A associação de adjuvantes aos anestésicos locais é uma prática comum na anestesiologia para otimizar a qualidade e a segurança do bloqueio. A adrenalina é o vasoconstritor mais utilizado, prolongando a duração da anestesia e reduzindo a toxicidade sistêmica do anestésico local ao diminuir sua absorção. No entanto, a formulação de soluções com adrenalina exige um pH mais ácido para manter a estabilidade do vasoconstritor, o que tem implicações farmacológicas importantes. O pH da solução anestésica é um fator crítico que influencia a latência (tempo para o início de ação) do anestésico. Anestésicos locais são bases fracas, e sua ação depende da penetração da forma não ionizada (lipossolúvel) através da membrana nervosa. Em um ambiente mais ácido, a proporção da forma ionizada aumenta, dificultando a penetração e, consequentemente, aumentando a latência anestésica. Portanto, frascos de anestésicos locais contendo adrenalina tendem a ter um pH mais ácido, o que pode resultar em um início de ação mais lento. O uso de bicarbonato de sódio como adjuvante visa alcalinizar a solução, aumentando a fração não ionizada do anestésico e, assim, diminuindo a latência, acelerando o início do bloqueio. Compreender esses princípios é fundamental para a prática segura e eficaz da anestesia local.
A adrenalina é adicionada como vasoconstritor para prolongar a duração da anestesia, reduzir a absorção sistêmica do anestésico (diminuindo a toxicidade) e diminuir o sangramento no campo cirúrgico.
O pH da solução afeta a proporção entre a forma ionizada e não ionizada do anestésico. A forma não ionizada é lipossolúvel e essencial para atravessar a membrana neuronal. Um pH mais ácido diminui a fração não ionizada, aumentando a latência.
O bicarbonato de sódio é adicionado para alcalinizar a solução anestésica, aumentando o pH e, consequentemente, a proporção da forma não ionizada do anestésico, o que acelera o início de ação (diminui a latência).
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