CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2014
Sobre os anestésicos locais, é correto afirmar que:
Anestésicos locais → Bloqueio de canais de Na+ → Inibição da despolarização.
Os anestésicos locais ligam-se à porção interna dos canais de sódio dependentes de voltagem, impedindo o influxo de Na+ e a propagação do potencial de ação nervoso.
A farmacologia dos anestésicos locais é um pilar da prática médica. Eles atuam na fase de despolarização do potencial de ação. A estrutura química consiste em um grupo lipofílico (anel aromático) e um grupo hidrofílico (amina), unidos por uma cadeia intermediária do tipo éster ou amida. Clinicamente, a seletividade do bloqueio depende do diâmetro da fibra nervosa e do grau de mielinização, seguindo geralmente a ordem: fibras autonômicas, seguidas por fibras de dor e temperatura, e por fim fibras motoras. O conhecimento do mecanismo molecular é crucial para entender fenômenos como a toxicidade sistêmica (LAST) e a falha de bloqueio em tecidos infectados.
Eles bloqueiam reversivelmente os canais de sódio (Na+) dependentes de voltagem na membrana neuronal. Ao se ligarem ao receptor específico no interior do canal, impedem a entrada de íons sódio, o que evita a despolarização da membrana e a geração do potencial de ação, bloqueando a condução do estímulo doloroso.
O uso de vasoconstritores (como a adrenalina) visa reduzir a absorção sistêmica do anestésico, o que prolonga a duração do efeito local, diminui o risco de toxicidade sistêmica e melhora a visualização do campo cirúrgico por reduzir o sangramento.
Anestésicos locais são bases fracas. Em tecidos inflamados (pH ácido), a forma ionizada (que não atravessa a membrana) predomina, reduzindo a eficácia. A adição de bicarbonato de sódio pode alcalinizar a solução, aumentando a fração não ionizada e acelerando o início do bloqueio.
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