PK/PD de Beta-lactâmicos no Choque Séptico: Conduta

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Um homem de 58 anos, pesando 90 kg, é admitido na Unidade de Terapia Intensiva após laparotomia de urgência por peritonite fecal secundária a diverticulite perfurada (estadiamento Hinchey IV). No pós-operatório imediato, o paciente apresenta-se sedado e intubado, com febre de 39,2 °C, frequência cardíaca de 130 bpm e pressão arterial de 82/46 mmHg. Foi iniciada ressuscitação volêmica com 2.500 mL de Ringer Lactato, porém o paciente permanece hipotenso, sendo necessária a introdução de noradrenalina a 0,35 mcg/kg/min para manter a pressão arterial média em 65 mmHg. Os exames laboratoriais revelam creatinina de 2,2 mg/dL (valor basal pré-operatório de 0,8 mg/dL) e lactato sérico de 4,8 mmol/L. A equipe decide iniciar terapia antimicrobiana empírica com piperacilina/tazobactam. Com base nos princípios de farmacocinética e farmacodinâmica (PK/PD) aplicados ao paciente em choque séptico, a estratégia de administração mais adequada para este antimicrobiano é:

Alternativas

  1. A) Priorizar a administração em bólus rápido (menos de 30 minutos) para garantir um pico de concentração sérica (Cmáx) elevado no foco infeccioso.
  2. B) Administrar a dose de ataque plena, independentemente da função renal, seguida de doses de manutenção em infusão estendida ou contínua.
  3. C) Substituir o beta-lactâmico por quinolonas intravenosas, visto que drogas tempo-dependentes perdem eficácia em estados de choque hiperdinâmico.
  4. D) Ajustar a dose inicial para 50% do valor padrão, visando prevenir o agravamento da lesão renal aguda e a toxicidade neurológica pelo fármaco.

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