UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio (RJ) — Prova 2015
As afirmações a seguir, com relação à prescrição de fármacos em geriatria, estão corretas, EXCETO:
Idosos: ↑ gordura corporal → ↑ volume distribuição drogas lipossolúveis → ↑ meia-vida.
Em pacientes geriátricos, a composição corporal muda, com aumento da gordura e diminuição da água corporal total. Isso faz com que drogas lipossolúveis tenham um maior volume de distribuição e, consequentemente, uma meia-vida de eliminação mais longa, aumentando o risco de acúmulo e toxicidade.
A prescrição de fármacos em geriatria é um desafio complexo devido às profundas alterações fisiológicas que ocorrem com o envelhecimento, impactando a farmacocinética (o que o corpo faz com a droga) e a farmacodinâmica (o que a droga faz no corpo). Compreender essas mudanças é crucial para otimizar a terapia medicamentosa, minimizar reações adversas e garantir a segurança do paciente idoso. As alterações farmacocinéticas incluem modificações na absorção, distribuição, metabolismo e excreção. Na distribuição, o aumento da proporção de gordura corporal e a diminuição da água corporal total nos idosos são notáveis. Drogas lipossolúveis, como benzodiazepínicos, terão um maior volume de distribuição e, consequentemente, uma meia-vida de eliminação mais longa, aumentando o risco de acúmulo. Já as drogas hidrossolúveis, como a digoxina, terão um volume de distribuição menor, resultando em concentrações plasmáticas mais elevadas para a mesma dose. O metabolismo hepático e o clearance renal também diminuem com a idade, prolongando a meia-vida de muitas drogas e exigindo ajustes de dose. A diminuição do fluxo sanguíneo hepático e da atividade enzimática reduz a capacidade do fígado de metabolizar fármacos. A função renal, avaliada pela taxa de filtração glomerular, declina progressivamente, impactando a excreção de medicamentos. Essas alterações, somadas à polifarmácia e às comorbidades, tornam os idosos mais suscetíveis a reações adversas a medicamentos, ressaltando a importância de uma prescrição cautelosa e individualizada.
Idosos apresentam aumento da gordura corporal e diminuição da água corporal total. Isso leva a um maior volume de distribuição para drogas lipossolúveis (prolongando sua meia-vida) e a um menor volume de distribuição para drogas hidrossolúveis (aumentando suas concentrações plasmáticas).
Com o envelhecimento, há uma redução do fluxo sanguíneo hepático, da massa hepática e da atividade enzimática (especialmente da fase I do metabolismo). Isso resulta em uma diminuição do clearance hepático de muitas drogas, aumentando o risco de toxicidade.
O maior risco de reações adversas em idosos é multifatorial, incluindo polifarmácia, alterações farmacocinéticas (como redução do clearance renal e hepático), alterações farmacodinâmicas (maior sensibilidade a certos fármacos) e a presença de múltiplas comorbidades.
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