PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2023
Em relação ao cuidado do idoso hospitalizado, é essencial que o Enfermeiro, como profissional de saúde, reconheça os princípios básicos de farmacologia e do processo de envelhecimento, para que o processo de cuidar em enfermagem e a tomada de decisões sejam planejados de acordo com as necessidades da pessoa idosa. Nessa perspectiva, marque a alternativa CORRETA em relação ao uso de medicamentos e à pessoa idosa:
Envelhecimento → altera absorção, distribuição, metabolismo e excreção de fármacos, exigindo ajuste de dose.
O processo de envelhecimento impacta todas as fases da farmacocinética (absorção, distribuição, metabolismo e excreção) devido a alterações fisiológicas como redução do fluxo sanguíneo esplâncnico, diminuição da massa magra e água corporal total, redução da função hepática e, principalmente, da taxa de filtração glomerular, o que exige cautela e ajuste de doses em idosos.
A farmacocinética em idosos é um campo de estudo crucial para a prática clínica, especialmente no contexto da polifarmácia e da fragilidade. O envelhecimento é um processo fisiológico que acarreta diversas alterações nos sistemas orgânicos, impactando diretamente a forma como o corpo absorve, distribui, metaboliza e excreta os medicamentos. Compreender essas mudanças é fundamental para a prescrição segura e eficaz em pacientes geriátricos, minimizando o risco de eventos adversos e otimizando os resultados terapêuticos. Na absorção, embora as alterações sejam menos clinicamente significativas, pode haver redução do fluxo sanguíneo esplâncnico e da motilidade gastrointestinal. A distribuição é notavelmente alterada pela diminuição da massa magra e da água corporal total, e pelo aumento da gordura corporal, afetando o volume de distribuição de fármacos hidrofílicos e lipofílicos. O metabolismo hepático pode ser reduzido devido à diminuição do fluxo sanguíneo hepático e da atividade enzimática. Contudo, a excreção renal é a fase mais consistentemente e significativamente afetada, com a redução progressiva da taxa de filtração glomerular e do fluxo sanguíneo renal, mesmo em idosos sem doença renal aparente. Essas alterações farmacocinéticas implicam que doses habituais de medicamentos podem resultar em concentrações plasmáticas mais elevadas e maior tempo de meia-vida em idosos, aumentando o risco de toxicidade. Portanto, é imperativo que os profissionais de saúde realizem uma avaliação individualizada da função renal (usando fórmulas como Cockcroft-Gault para estimar o clearance de creatinina), ajustem as doses conforme necessário e monitorem de perto os efeitos terapêuticos e adversos, especialmente para fármacos com estreita janela terapêutica.
A absorção de fármacos em idosos pode ser ligeiramente alterada devido à redução do fluxo sanguíneo esplâncnico, diminuição da acidez gástrica e lentificação do esvaziamento gástrico, embora essas mudanças geralmente tenham menor impacto clínico comparado a outras fases.
Em idosos, há uma diminuição da massa magra e da água corporal total, e um aumento da gordura corporal. Isso resulta em menor volume de distribuição para fármacos hidrofílicos e maior volume para lipofílicos, além de menor ligação a proteínas plasmáticas, aumentando a fração livre do fármaco.
A excreção renal é significantemente afetada em idosos devido à redução da taxa de filtração glomerular e do fluxo sanguíneo renal. Isso leva ao acúmulo de fármacos eliminados pelos rins, exigindo frequentemente ajuste de dose para evitar toxicidade.
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