PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2019
A gravidez impõe ao organismo materno uma série de adaptações que tem como um dos objetivos principais favorecer o crescimento e desenvolvimento fetal. Algumas dessas alterações podem interferir na farmacocinética dos medicamentos. No que concerne a essas alterações associe as funções da COLUNA A com o efeito fisiológico da COLUNA B e, em seguida, assinale a alternativa que mostra a sequência CORRETA: COLUNA A1. Débito Cardíaco2. pH gástrico3. Taxa de filtração glomerular4. Motilidade intestinal5. Capacidade de ligação das proteínasCOLUNA BA. AUMENTAB. DIMINUIC. NÃO ALTERA
Gravidez: ↑ Débito Cardíaco, ↑ pH gástrico, ↑ TFG; ↓ Motilidade intestinal, ↓ Ligação proteica.
As alterações fisiológicas na gravidez impactam a farmacocinética dos medicamentos, alterando absorção, distribuição, metabolismo e excreção. O aumento do débito cardíaco e TFG, e a diminuição da motilidade intestinal e ligação proteica são cruciais para o ajuste posológico.
A gravidez induz profundas adaptações fisiológicas no organismo materno, visando otimizar o ambiente para o desenvolvimento fetal. Essas mudanças, no entanto, têm um impacto significativo na farmacocinética dos medicamentos, alterando sua absorção, distribuição, metabolismo e excreção. Compreender essas alterações é fundamental para a prescrição segura e eficaz de fármacos durante a gestação, minimizando riscos para a mãe e o feto. Na gestação, observa-se um aumento do débito cardíaco e do fluxo sanguíneo renal, resultando em elevação da taxa de filtração glomerular. O pH gástrico tende a aumentar (tornando-se menos ácido), enquanto a motilidade intestinal diminui, prolongando o tempo de trânsito. A capacidade de ligação das proteínas plasmáticas, como a albumina, geralmente diminui devido à hemodiluição e alterações hormonais, afetando a fração livre dos fármacos. Essas modificações exigem uma avaliação cuidadosa e, frequentemente, ajustes nas doses e intervalos de administração dos medicamentos. O conhecimento dessas adaptações é crucial para residentes e profissionais de saúde, garantindo a otimização terapêutica e a segurança farmacológica na gestação, um período de alta vulnerabilidade.
A gravidez altera a motilidade intestinal e o pH gástrico, influenciando a taxa e extensão da absorção de fármacos, o que pode exigir ajustes na via de administração ou dosagem.
O aumento do volume plasmático e da gordura corporal, junto à diminuição da ligação proteica (principalmente albumina), afeta a distribuição e o volume de distribuição dos medicamentos, aumentando a fração livre de fármacos.
A taxa de filtração glomerular aumenta significativamente na gravidez, acelerando a excreção renal de muitos medicamentos. Isso pode levar a níveis séricos subterapêuticos se as doses não forem ajustadas adequadamente.
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