Faringoamigdalite Estreptocócica: Diagnóstico e Tratamento

Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2023

Enunciado

Escolar, 9 anos, sexo feminino, com quadro de febre de 38,5 ºC, dor de garganta e dor abdominal há 2 dias. Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, temperatura de 39 ºC, com hiperemia de orofaringe, petéquias em palato, pontos esbranquiçados em amigdalas bilateralmente e linfonodos palpáveis em região cervical anterior, sem outras alterações. Diante da principal hipótese diagnóstica, qual a conduta correta?

Alternativas

  1. A) Amoxicilina via oral por 10 dias.
  2. B) Analgésicos e antitérmicos para dor e febre.
  3. C) Prednisolona via oral por 5 dias.
  4. D) Solicitar hemograma e painel viral.

Pérola Clínica

Faringoamigdalite bacteriana (Centor ≥ 3) em criança → Amoxicilina oral por 10 dias para prevenir febre reumática.

Resumo-Chave

O quadro clínico da criança (febre, dor de garganta, pontos esbranquiçados, linfonodos, petéquias em palato e dor abdominal) é altamente sugestivo de faringoamigdalite estreptocócica. O tratamento com amoxicilina por 10 dias é crucial para erradicar a bactéria e prevenir complicações graves como a febre reumática.

Contexto Educacional

A faringoamigdalite é uma infecção comum em crianças, e a distinção entre etiologia viral e bacteriana é crucial para o manejo adequado. A faringoamigdalite estreptocócica, causada pelo Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A - EBHGA), é particularmente importante devido ao risco de complicações graves, como a febre reumática e a glomerulonefrite pós-estreptocócica. O diagnóstico clínico da faringoamigdalite estreptocócica é guiado por critérios como os de Centor modificados (febre, exsudato amigdaliano, linfonodos cervicais anteriores dolorosos, ausência de tosse, idade). No caso apresentado, a criança de 9 anos com febre, dor de garganta, exsudato, petéquias no palato e linfonodos palpáveis preenche critérios que sugerem fortemente uma infecção bacteriana. A dor abdominal também é um sintoma comum em crianças com faringite estreptocócica. A conduta correta é instituir antibioticoterapia para erradicar o EBHGA. A amoxicilina oral por 10 dias é o tratamento de primeira escolha, eficaz e bem tolerado. A penicilina benzatina intramuscular é uma alternativa para garantir a adesão. O tratamento não só alivia os sintomas, mas, mais importante, previne a febre reumática, uma doença inflamatória sistêmica que pode afetar o coração, articulações, cérebro e pele. O uso de analgésicos e antitérmicos é complementar para o alívio sintomático, mas não substitui o antibiótico.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da faringoamigdalite estreptocócica em crianças?

Os sinais incluem febre alta, dor de garganta intensa, exsudato amigdaliano (pontos esbranquiçados), petéquias no palato, linfonodomegalia cervical anterior e, frequentemente, dor abdominal e cefaleia.

Por que é essencial tratar a faringoamigdalite estreptocócica com antibióticos?

O tratamento antibiótico é fundamental para erradicar o Streptococcus pyogenes e prevenir as complicações não supurativas, principalmente a febre reumática e a glomerulonefrite pós-estreptocócica.

Qual o esquema de tratamento antibiótico recomendado para faringoamigdalite estreptocócica?

A amoxicilina oral por 10 dias é o tratamento de escolha. Em casos de alergia à penicilina, a azitromicina ou cefalexina podem ser alternativas.

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