Faringoamigdalite Estreptocócica: Diagnóstico e Tratamento

UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2023

Enunciado

Criança de 7 anos de idade apresenta quadro de odinofagia, febre alta, dor abdominal e vômitos. Comparece em regular estado geral, febril, prostrada, com hiperemia faríngea, amigdalite pultácea e petéquias em palato. Pensando-se na principal hipótese diagnóstica, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A febre reumática, complicação tardia não supurativa, pode ser prevenida independente do tempo de início do tratamento com penicilina.
  2. B) O teste rápido sendo positivo autoriza o início do tratamento. Um teste, mesmo que negativo, não descarta infecção pelo Streptococcus pyogenes.
  3. C) A glomerulonefrite pós-estreptocócica, uma complicação não supurativa, pode ser prevenida pelo tratamento com penicilina benzatina.
  4. D) Caso o paciente apresente sinais de intensificação da odinofagia, disfagia, sialorreia e trismo, deveremos pensar em abcesso retrofaríngeo.

Pérola Clínica

Faringoamigdalite estreptocócica: Teste rápido positivo → tratar; negativo → cultura para confirmação.

Resumo-Chave

A faringoamigdalite estreptocócica é a principal hipótese. O teste rápido positivo confirma a infecção por Streptococcus pyogenes e permite iniciar o tratamento. Um teste negativo, no entanto, não exclui a infecção, especialmente em crianças, e deve ser seguido por cultura de orofaringe para confirmação.

Contexto Educacional

A faringoamigdalite é uma infecção comum na infância, sendo a etiologia bacteriana mais relevante o Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A - EBHGA). A identificação e tratamento adequados são cruciais para prevenir complicações graves, como a febre reumática. Os sintomas incluem odinofagia, febre, exsudato amigdaliano e petéquias no palato. O diagnóstico da faringoamigdalite estreptocócica pode ser feito clinicamente, mas a confirmação laboratorial é preferível. O teste rápido para detecção de antígenos estreptocócicos é útil pela agilidade, mas sua sensibilidade não é de 100%. Um teste positivo autoriza o início do tratamento, mas um teste negativo, especialmente em crianças, deve ser seguido por uma cultura de orofaringe, que é o padrão-ouro, para evitar o subdiagnóstico e suas consequências. O tratamento de escolha é a penicilina benzatina, que é eficaz na erradicação do S. pyogenes e na prevenção da febre reumática. É importante ressaltar que a glomerulonefrite pós-estreptocócica, outra complicação não supurativa, não é prevenida pelo tratamento antibiótico da infecção de garganta. A diferenciação entre as complicações e a importância do tempo de tratamento são pontos chave para residentes.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para suspeitar de faringoamigdalite estreptocócica em crianças?

Os critérios de Centor modificados (febre, exsudato amigdaliano, linfonodos cervicais anteriores dolorosos, ausência de tosse) auxiliam na suspeita, mas a confirmação laboratorial é crucial.

Qual a importância do tratamento precoce da faringoamigdalite estreptocócica?

O tratamento precoce com antibióticos (penicilina benzatina) é fundamental para prevenir a febre reumática, uma complicação não supurativa grave.

A glomerulonefrite pós-estreptocócica pode ser prevenida com antibióticos?

Não, ao contrário da febre reumática, a glomerulonefrite pós-estreptocócica não é prevenida pelo tratamento antibiótico da infecção de garganta, pois os mecanismos fisiopatológicos são diferentes e o dano renal já pode ter sido iniciado.

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