Faringite Viral em Crianças: Diagnóstico e Manejo Sintomático

Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2025

Enunciado

Uma menina de 7 anos apresenta dor de garganta, febre moderada (38,5°C), congestão nasal e tosse produtiva há três dias. Ao exame físico, há hiperemia na orofaringe e amigdalas e pequenas úlceras na região posterior do palato mole. A criança não tem antecedentes de infecções de repetição, nem histórico de alergias. Qual a conduta mais indicada para essa paciente?

Alternativas

  1. A) Iniciar antibiótico empírico com Amoxicilina devido à possibilidade de faringite bacteriana.
  2. B) Recomendar Ibuprofeno e medidas sintomáticas para controle dos sintomas virais.
  3. C) Prescrever Corticosteroides para reduzir a inflamação da garganta e aliviar a dor.
  4. D) Solicitar exame de antígeno rápido para Estreptococo e iniciar antibiótico até o resultado.

Pérola Clínica

Faringite com sintomas virais (tosse, congestão, úlceras) → tratamento sintomático, não ATB.

Resumo-Chave

A presença de sintomas como tosse, congestão nasal e úlceras no palato mole são fortes indicativos de etiologia viral para a faringite, mesmo com febre. Nesses casos, a conduta mais adequada é o manejo sintomático, evitando o uso desnecessário de antibióticos.

Contexto Educacional

A faringite é uma das queixas mais comuns na pediatria, e a maioria dos casos é de etiologia viral. O diagnóstico diferencial entre faringite viral e bacteriana é crucial para evitar o uso indiscriminado de antibióticos, que contribui para a resistência antimicrobiana e expõe a criança a efeitos adversos desnecessários. A prevalência de faringite viral é significativamente maior, especialmente em crianças menores de 3 anos, e em qualquer idade quando há sintomas associados de infecção de vias aéreas superiores. A suspeita de faringite viral é reforçada pela presença de tosse, coriza, conjuntivite, rouquidão e úlceras orais, como observado no caso. Em contraste, a faringite estreptocócica (bacteriana) tipicamente apresenta início súbito, dor de garganta intensa, febre alta, exsudato amigdaliano e petéquias no palato, sem os sintomas virais associados. A avaliação clínica cuidadosa é a base para a decisão terapêutica. O tratamento da faringite viral é primariamente sintomático, visando o alívio da dor e da febre com analgésicos e antitérmicos como Ibuprofeno ou Paracetamol. A hidratação adequada e o repouso são medidas de suporte importantes. A prescrição de antibióticos deve ser reservada para casos de alta suspeita ou confirmação de infecção bacteriana, geralmente por meio de teste rápido de antígeno ou cultura de orofaringe, para prevenir complicações como a febre reumática.

Perguntas Frequentes

Quais sintomas diferenciam a faringite viral da bacteriana em crianças?

A faringite viral frequentemente cursa com tosse, coriza, conjuntivite, rouquidão e úlceras orais. Já a faringite bacteriana (estreptocócica) tende a apresentar início súbito, dor de garganta intensa, febre alta, exsudato amigdaliano, petéquias no palato e ausência de sintomas virais.

Qual a conduta inicial para uma criança com faringite viral?

A conduta inicial é o tratamento sintomático, que inclui analgésicos/antitérmicos como Ibuprofeno ou Paracetamol, hidratação adequada e repouso. Medidas como gargarejos com água morna e sal também podem proporcionar alívio.

Quando é indicado solicitar o teste rápido para Estreptococo na faringite?

O teste rápido para Estreptococo é indicado quando há alta suspeita de faringite bacteriana, geralmente na ausência de sintomas virais e com presença de critérios como febre, exsudato amigdaliano, linfonodos cervicais anteriores aumentados e ausência de tosse (critérios de Centor modificados).

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