INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2015
Uma adolescente de 15 anos de idade, previamente hígida, vem à consulta na Unidade Básica de Saúde com a sua mãe, com as seguintes queixas: há 3 dias está apresentando tosse seca, obstrução e coriza nasal hialina, e rouquidão. A temperatura axilar tem-se mantido em torno de 37°C e ela sente dor de garganta. O exame clínico revela vermelhidão na garganta. Diante desse caso, assinale a opção a seguir que apresenta o diagnóstico e o agente etiológico mais frequente:
Tosse + Coriza + Rouquidão + Faringe hiperemiada → Etiologia Viral (Adenovírus).
A presença de sintomas sistêmicos de vias aéreas superiores, como tosse e coriza, é o principal preditor clínico de etiologia viral em detrimento da bacteriana.
A faringite aguda é uma das causas mais comuns de consulta na atenção primária. Em adolescentes, embora a preocupação com a febre reumática exista, a vasta maioria dos casos é de etiologia viral. O Adenovírus destaca-se por causar quadros de faringite com rouquidão e tosse seca, diferenciando-se do quadro clássico da amigdalite estreptocócica. O reconhecimento desses padrões evita o uso indiscriminado de antibióticos e a resistência bacteriana. Clinicamente, o uso de escores como o de Centor ajuda a estratificar o risco. A presença de tosse retira pontos da probabilidade de ser Streptococcus pyogenes. O tratamento é majoritariamente sintomático com analgésicos e hidratação, visto que o quadro é autolimitado.
A diferenciação baseia-se na presença de sintomas 'catarrais'. Faringites virais, frequentemente causadas por Adenovírus ou Rinovírus, apresentam-se com tosse, coriza, rouquidão e conjuntivite. Já a faringite por Streptococcus pyogenes (GABHS) costuma ter início abrupto, febre alta, exsudato amigdaliano, petéquias no palato e linfadenopatia cervical dolorosa, tipicamente sem sintomas de vias aéreas superiores.
O Adenovírus é um dos principais agentes das faringites virais, podendo causar a febre faringoconjuntival. Ele se caracteriza por causar hiperemia faríngea importante, muitas vezes com exsudato que mimetiza a infecção bacteriana, mas a associação com sintomas respiratórios baixos e sistêmicos leves direciona o diagnóstico para a etiologia viral.
O teste rápido (RADT) ou cultura deve ser solicitado quando há suspeita clínica de faringite bacteriana (pontuação alta nos critérios de Centor modificado) e ausência de sintomas virais claros. Em adolescentes com tosse e coriza, a probabilidade pré-teste para GABHS é muito baixa, tornando o teste geralmente desnecessário.
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